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Circuito [SSEX BBOX] terá roda sobre feminismo interseccional, inclusão radical e comunicação não-violenta



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O [SSEX BBOX] promove nos dias 25 e 26 de junho mais uma das diversas atividades que desenvolvem para debater sexo, gênero, diversidade. E, desta vez, sobre feminismo interseccional, inclusão radical e comunicação não-violenta, no Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149), São Paulo.

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As rodas contam com a presença de especialistas, acadêmicas e pessoas do gênero feminino que vivenciam diversas mulheridades. Dentre elas, a pesquisadora na área de filosofia política e feminista Djamila Ribeiro, a jornalista e cineasta Inês Castilho e a MC Luana Hansen.

A população trans estará representada pela pesquisadora e doutora em psicologia social Jaqueline Gomes de Jesus, a profissional do sexo e doutoranda em teoria literária Amara Moira, o militante homem trans Fernando Ribeiro, a mestra em cultura e sociedade viviane v entre outros.

As rodas e os debates se fazem importante, sobretudo no atual momento histórico de empoderamento, resistência e estratégias para lidar com as opressões novas e antigas. Também para se discutir os caminhos que as diversas militâncias percorreram e devem percorrer, tendo um prisma de interseccionalidade.

“O conceito de interseccionalidade no feminismo surge a partir da necessidade de diferenciação para além das questões de gênero, exigindo que se considerasse a coexistência de diferenças da ordem de raça, classe e sexualidade dentre as mulheres. Foi por meio do reconhecimento da diferente entre as mulheres que foi possível aprofundar o conceito de intersecção compreendendo a complexidade que as vivências do gênero poderiam assumir diante de outros marcadores sociais”, informa a página do evento sobre a primeira roda de conversa.

Ficou curioso, curiosa ou curiosx? Pois confira a programação abaixo e se prepare para participar do circuito [SSEX BBOX]. Vale ressaltar que a retirada de ingressos ocorre com 1h de antecedência. 




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[25/06 - Sábado - das 15h às 18h]
Atividade: Roda de partilha: feminismo interseccional
Duração da atividade: 3h

Objetivo: O(s) feminismo(s), historicamente vem sendo palco de disputas discursivas acerca das igualdades e diferenças entre os gêneros. Incluindo o próprio conceito de “sexo” e “gênero” que vem, desde pelo menos a metade do século passado, sendo pensado, posto em questão e repensado por teóricas variadas. Em termos genéricos, inicialmente o conceito de gênero ainda era bastante entendido enquanto dependente do “sexo” biológico. E foi por meio das diferenças entre o binário homem-mulher que se foi possível pautar demandas nas diferentes localidades em que o feminismo se organizou socialmente. O conceito de interseccionalidade no feminismo surge a partir da necessidade de diferenciação para além das questões de gênero, exigindo assim que se considerasse a coexistência de diferenças da ordem de raça, classe e sexualidade dentre as mulheres. Foi por meio do reconhecimento da diferença entre as mulheres que se foi possível aprofundar o conceito de interseção compreendendo a complexidade que as vivências do gênero poderiam assumir diante de outros marcadores sociais. O surgimento do Feminismo enquanto interseccional tem como algumas de suas principais figuras as estudiosas Kimberlé Crenshaw, Audre Lorde e Bell Hooks. No Brasil, é importante destacar a figura de Lélia Gonzales.

Mediadora:
Magô Tonhon
Mulher trans, bissexual, é arquiteta e urbanista mestranda em Cultura, Educação e Saúde pela Universidade de São Paulo (USP); pesquisa gênero e sexualidade e é criadora do canal Voz Trans* no Youtube, por meio do qual discute questões relacionadas à população LGBT.

Participantes da mesa:

Djamila Ribeiro
Pesquisadora na área de Filosofia Política e feminista. Mestranda em Filosofia Política na Unifesp e feminista negra. Escreve para a Carta Capital.

Inês Castilho
Inês Castilho é jornalista, cineasta e pesquisadora, com longa trajetória no feminismo. Foi editora do jornal Mulherio, realizadora dos filmes de curta-metragem Mulheres da Boca e Histerias e cofundadora do Nós Mulheres, primeiro jornal feminista de São Paulo. Passou por vários órgãos da imprensa tradicional e hoje integra a equipe da mídia livre Outras Palavras.

Jaqueline Gomes de Jesus
Psicóloga do Núcleo Interdisciplinar de Ações para a Cidadania da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Doutora em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidade de Brasília, com pós-doutorado pela Escola Superior de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (Rio de Janeiro). Pesquisa, publica e leciona nas áreas de gestão da diversidade e movimentos sociais, com ênfase em identidade, gênero, orientação sexual e raça/etnia. É também investigadora da Rede de Antropologia Dos e Desde os Corpos.

viviane v.
Mestra em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e integrante do grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CuS), com interesses principais em questões relacionadas a identidades de gênero (em particular, questões trans* e transfeminismos interseccionais), estudos decoloniais e queer.

[26/06 - Domingo - das 15h às 18h]
Atividade: Reedição da mesa PINGOS NOS IS: A INCLUSÃO RADICAL E A COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA, realizada na 1ª Conferência Internacional [SSEX BBOX] & Mix Brasil.
Duração da atividade: 3h

Objetivo: Propiciar um encontro de escuta profunda da comunidade sexo-diversa e suas problemáticas específicas, ressaltando a importância da união dos movimentos a partir do que têm em comum, além de esclarecer como a Comunicação Não-Violenta (CNV) pode contribuir com este processo.

Mediadores:
Sandra Caselato
Psicóloga e membro da Associação Paulista da Abordagem Centrada na Pessoa (APACP). Em 2010, prestou consultoria para a Agência das Nações Unidas UNRWA em Israel/Palestina, com treinamento em melhores práticas para funcionários na área de saúde psicológica.

Yuri Haasz
Vem trabalhando e pesquisando o tema Israel/Palestina há uma década. Mestre em Relações Internacionais com Concentração em Estudos de Paz e Resolução de Conflitos pela ICU (Japão), concluiu curso em Assistência Humanitária e Direitos Humanos junto a ONU, pela Duke University (Genebra) e trabalhou com a Human Rights Watch, Divisão do Norte da África e Oriente Médio, situada em Jerusalém.

Participantes da mesa:

Luana Hansen
DJ, MC, produtora musical e atriz, integrou grupos como A¬-TAL e A-Força (RZO). Participou da produção Antônia: O filme (2006), de Tatá Amaral, e teve sua vida contada no documentário 4 Minas, de Elisa Gargiulo. Seu disco Marginal Imperatriz é um dos primeiros de rap a se levantar contra o machismo e a lesbofobia.

Michele Bittencourt
Pessoa que nasceu em condição de intersexo, lésbica, feminista, ativista pela igualdade de gênero e liberdades individuais e integrante do Partido Pirata de São Paulo.

Fernando Ribeiro
Fernando Ribeiro é homem trans, negro, e militante independente.

Amara Moira
Travesti, doutoranda em teoria literária pela Unicamp, feminista e militante dos direitos de LGBTs e de profissionais do sexo.

Maiores informações você encontra clicando aqui

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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