Pride

Vídeo do Youtube sobre "orgulho trans" é alvo preconceito e 200 mil dislikes



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Um vídeo muito fofo e empoderador do Youtube sobre a campanha #ProudTobe – referente ao orgulho de as pessoas LGBT, não-binários e outros grupos serem quem são – acabou surpreendendo negativamente a empresa. Tudo porque o preconceito acabou falando alto entre os internautas.

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Com vários youtubers da diversidade, o vídeo soma 243 mil dislikes – pessoas que não aprovaram ele – contra 185 mil curtidas. E grande parte dos comentários negativos e preconceituosos foram destinados contra a população trans e de identidades não-binárias.

Os números de descurtidas deste ano é superior ao de 2013, quando o Youtube produziu o vídeo ProudToLove e teve 15 mil dislike. “Este vídeo não recebeu tanto ódio quanto o outro há três anos. Eu não entendo”, comentou um dos internautas. E um hater respondeu: “Aquele vídeo não incluía gêneros ou sexualidades confeccionados”. 



Ele se referia, além das pessoas trans, ao vlogger Chandler Wilson (foto), que se identifica como agênero, ao Hugo Nasck, que se identifica como não-binário, e a outras pessoas que utilizavam pansexual ou omnisexual para falar sobre a orientação sexual.

Após tanta transfobia na rede – diziam, por exemplo que as pessoas trans são “aberrações” – o Youtube resolveu desativar os comentários. O porta-voz explicou que o Youtube proíbe o discurso de ódio, além de ser contra a violência com base na orientação sexual ou identidade de gênero.

“Dando o número de comentários sobre este vídeo que violam a nossa política. E por respeito aos criadores que aparecem neste vídeo, decidimos desativar os comentários por enquanto”, declarou o porta-voz da empresa. “O Youtube é um lugar onde qualquer pessoa pode pertencer, não importam quem eles são ou quem eles amam. Nós queremos ajudar as pessoas a honrar e a celebrar quem eles são”.

Nasck declarou que, como pessoa não-binária, este era o grande momento para falar e ser ouvido. Din York, vloger bissexual, declarou que ainda há um caminho longo para percorrer. “A única coisa que temos é de ter orgulho de quem somos e sermos fortes”.

Assista ao vídeo: 


About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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