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Escolas públicas da Inglaterra permitem que estudantes escolham vestir saias ou calças




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Enquanto o congresso brasileiro ainda tenta impedir que se discuta gênero nas escolas, a Inglaterra mostra que está bem avançada neste sentido: tanto que os estudantes podem escolher se querem vestir saias ou calças em seus uniformes.

Em cerca de 80 escolas públicas britânicas, os uniformes são obrigatórios, mas cada aluno pode escolher com qual roupa se sente mais confortável, independente do genital ou gênero.

A ideia é eliminar as divisões demarcatórias entre gêneros, diminuir as lógicas de desigualdade, sublimar o bullying, a homofobia e a transfobia. E, detalhe, não é uma imposição: pessoas cis que queiram mais as divisões terão a mesma liberdade de cis ou trans que queiram romper as amarras de gênero. 

A professora do colégio comunitário Uplands, Liana Richards afirma ao jornal The Guardian que a ideia é não restringir os alunos que não se encaixam nos gêneros binários. Mas admite que ainda não sentiu tanta diferença. Ela aponta, todavia, que “algumas garotas já escolheram usar calça ao invés de saia”. Já os meninos são mais resistentes às saias. 


Paula Weaver, diretora da escola primária Allens Croft, de Birminghan, afirma que os colégios estão fazendo a sua parte na luta contra a homofobia e transfobia. "Acreditamos que as crianças têm o direito de expressar sua própria identidade de uma forma que é mais confortável para eles", disse.

Ela afirma que os pais não têm reclamado, uma vez que não se trata de uma imposição.”Não estamos forçando ninguém a nada. Não se trata de influenciar as crianças. Trata-se de dar-lhes escolha", frisou.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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