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Paulo Gustavo dá “close certo” ao parar de fazer blackface em personagem



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Depois de receber muitas críticas, o comediante Paulo Gustavo decidiu se redimir e parar de fazer blackface na personagem Ivonete, do programa 220 volts, do Multishow. Isso é, ele se pintava para parecer uma mulher negra.

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Para quem não sabe, blackface se refere ao período do século 19 em que atores brancos, motivados pelo racismo institucional, pintavam suas peles para representar negros de forma caricatural e repleta de preconceito. A prática foi combatida pelo movimento negro dos EUA nos anos 60 e virou um símbolo do racismo.

No anúncio, Paulo Gustavo declarou que entendeu que há uma longa discussão sobre o uso do blackface, “muito anterior e muito maior do que eu, minha carreira, minha personagem e o 220 volts, por isso decidi refazer a Ivonete sem que ela pareça uma caricatura risível da mulher negra”.

Ele defende que pode “pintar a pele, fingir, representar, tentar dar voz a essa mulher”, mas que nunca saberá “de verdade como é ser uma mulher negra”. “Eu não quero de forma alguma ser agenda dessa dor, corroborar com preconceitos e manter o status quo de uma sociedade que necessita melhorar. Todos nós precisamos conversar e pensar mais a respeito”.

Muita gente elogiou a atitude do ator, outros criticaram o fado de ele ter cedido às pressões. E tiveram aqueles que disseram que ele só decidiu mudar para não sofrer maiores manifestações. A gente considerou que ele deu um close certo, tá?

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About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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