Pride

Militante travesti Kimberly dá dicas para se livrar dos T-lovers nas redes sociais


A militante travesti Kimberly Luciana Dias – que é responsável pelo site Mundo T-Girl – divulgou em seu canal no Youtube um vídeo em que aparece vestida de um T-lover, Juninho Safadão. E que dá dicas para travestis e mulheres transexuais que querem se livrar deles nas rede sociais.

Ela explica que t-lover é o homem que tem fetiche por travestis e mulheres transexuais, mas que por covardia, vergonha ou preconceito não conta para ninguém. E mais, se esconde em perfis fakes, é invasivo ao mandar fotos dos genitais e tenta iludir o grupo para conseguir sexo. Apenas sexo. 

“Após tantos anos, é como se ele fosse duas pessoas diferentes. A primeira é a que a sociedade espera dele. A segunda é aquela que quer ter prazer e sai à procura de travestis. E eles adoram perseguir e se esconder em perfis fakes, fotos fakes, contas fakes. Se escondem atrás das nossas audácias e das nossas sombras”, declara.

Kimberly afirma que teve contato com t-lovers desde o período do Orkut e MSN e que entendeu que o único interesse deles é pelo próprio fetiche e prazer, além de somar o máximo de conquistas possíveis. Como se o fato de ser uma travesti ou mulher transexual fosse sinônimo de estar disponível para sexo ou de não ter direito a privacidade.



Nas dicas, ela diz que ao receber uma solicitação de amizade é preciso avaliar muito bem o perfil da pessoa. Caso veja que as fotos são fakes, que não se trata de um perfil pessoal e que tudo indica que aquela pessoa só criou aquela página para sexo, não adicione. (isso se o seu interesse não for esse, né?)

“Procure configurar a sua conta a mais privada possível, apenas para amigos e que pessoas próximas dele tenham contato. Muitas vezes eles usam as redes sociais para ficar fuxicando a sua rede de amizades. E eles não vão respeitar as suas amigas, primas e familiares”, declarou. “Também procure não deixar o número do seu telefone muito exposto. Ele será o caminho para que um t-lover cheguem até você”.

Ela afirma que, caso algum t-lover apareça em sua caixa de mensagens, apenas visualize e não responda. “Não dê chance para conversar, porque eles querem é a primeira oportunidade para puxar assunto. Eles pegam o gancho para chamar a atenção”. E, caso sejam invasivos e te incomodam, não pense duas vezes em bloqueá-lo. Você vai se livrar de dores de cabeça e grandes decepções.

Obs: Não estamos falando de homens que se interessam por travestis ou transexuais. Mas por aqueles que fetichizam o grupo e que, apesar de sentir atração, contribuem com a transfobia e o estigma, tá? “O vídeo foi motivado para ajudar travestis e transexuais que não gostam da maneira invasiva que eles chegam até elas. E também para os próprios T-Lovers se policiarem mais e se educarem”, defende Kimberly.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

2 comentários:

amante de boneca disse...

Por que as t-gatas estão cobrando esse valores absurdos, 100/150/200 assim tá cada vez mais dificil sair com elas.
Cadê o programa de 50,00 que eu não vejo há bastante tempo?

Dick_Bala disse...

Concordo ,mas tambem tem meninas q cuidam até do ultimo fio de cabelo,e mesmo assim tem caras que não valorizam.

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