Pride

No Dia do Homem, militantes trans fazem ação e questionam: "O que é ser homem?".



.Por Neto Lucon

Militantes trans do Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (IBRAT- Paulistano) se organizam em uma importante ação e reflexão para esta sexta-feira (15), o Dia Nacional do Homem. A ideia é discutir, debater e questionar o que é ser homem e quais homens e masculinidades são invisíveis na sociedade.


Para isso, eles pediram para que homens em toda a sua diversidade enviassem uma foto e respondessem no Facebook a pergunta: “O que é masculinidade/ser homem para você?”. Dezenas de rapazes fizeram os seus discursos, contribuíram com a discussão e divulgaram a hashtag #TodosOsHomens.

“Nós queremos que nesse dia as masculinidades invisibilizadas e inferiorizadas sejam valorizadas e respeitadas em suas multiplicidades com toda dignidade que lhes é própria.”, declara o militante Cayo Jade.

No texto escrito por ele e que será publicado na página da ação (clique aqui), Cayo fala sobre a existência de um estereótipo de homem com H promovido pela cultura e pela mídia – alto, branco, forte, viril, ativo e heterossexual. Mas que ainda há diversos homens com h minúsculo, “não por ser inferior, mas por ser inferiorizado”, que são muito maiores do que “sonha nossa vã filosofia”. E que precisam ser reconhecidos e valorizados.



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“Há homens transgêneros, transexuais, há pessoas com identificação fluída de gênero e que expressam a masculinidade através do comportamento ou da linguagem ou da vestimenta ou ainda através de modificações corporais; há diversas sexualidades possíveis para esses homens e pessoas masculinas, há os bissexuais, panssexuais, assexuais, homossexuais, etc; há os homens negros, os indígenas (com uma cultura muito diferente da nossa, que é bastante marcada pela cultura europeia), os homens gordos, os homens grávidos; há os homens com particularidades físicas e mentais que comumente são classificadas como “deficiências”; há homens que são femininos também; etc e etc. Essas muitas masculinidades estão nesse mesmo mundo no qual estamos todos inseridos, mas por diversas razões esses seres são esquecidos, invisibilizados: inferiorizados em suas masculinidades”.

E aliado ao sentido original da data – que é discutir a saúde do homem – o momento pode ser utilizado para refletir sobre a saúde do homem trans ou do transmasculino. E também do respeito por essa identidade “O caminho da nossa luta é a busca pelos direitos básicos. O acesso adequado (que inclua o uso do home social, por exemplo), aos sistemas de saúde, educação e trabalho – e demais demandas do coletivo. Também procuramos que as diversas identidades que reivindicam seus lugares no mundo encontrem seus espaços e sejam reconhecidas. Por um Dia de Todos os Homens!”.

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About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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