Realidade

Além de Lea T, outras mulheres trans foram destaques na abertura da Olimpíada; veja!




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A presença da modelo Lea T na cerimônia de abertura da Olimpíada Rio2016 nesta sexta-feira (05), no Maracanã, Rio de Janeiro, foi anunciada como histórica por diversos veículos de comunicação - uma vez que seria a primeira vez que os jogos olímpicos investiam na visibilidade trans.

Mas o que pouca gente sabia é que Lea não seria a única mulher transexual a brilhar e ser pioneira. Pelo menos o
utras duas representantes da comunidade trans também tiveram destaque em suas respectivas bicicletas: tratam-se de Fabíola Fontenelle e Maria Eduarda Menezes. 

“Não só a Lea T, como eu e a Maria Eduarda Menezes estamos juntas com ela na abertura das Olimpíadas. Dei uma entrevista sobre ser trans no Brasil hoje para a TV alemã. Deixei bem claro que estamos felizes com o convite, só que a realidade do nosso país é bem diferente. Existe, sim, muito preconceito”, declarou Fabíola ao NLUCON.

Ela, que trabalha como figurinista, puxou a delegação da Alemanha, República Tcheca, Índia, Emirados Árabes Unidos, entre outras. Enquanto Maria Eduarda – que trabalha como agente de viagens e turismo - esteve à frente da delegação de Moçambique, Suécia, República Islâmica do Irã. 






Ao contrário de Lea - que acabou não sendo exibida na transmissão ao vivo das TVs - elas acabaram sendo televisionadas. Em seus perfis, pipocam fotos tiradas de televisores, como a Globo e SportTV, e elogios de amigos e admiradores.  Simplesmente arrasaram!

Atualização: Há a informação de que outras duas trans também marcaram presença na abertura. Uma seria Negriny Venturi - que participou do projeto Damas, no Rio de Janeiro - e outra não teve o nome divulgado até o momento. Assim que tivermos fotos e outras informações atualizamos a nota.  


Neste ano, as Olimpíadas promoveram visibilidade trans. Incluíram pelo menos quatro pessoas trans correndo com a tocha Olímpica e três mulheres trans na cerimônia de abertura. Além disso, nesta edição o Comitê Olímpico Internacional mudou as regras para facilitar que atletas trans pudessem competir, como por exemplo derrubar a necessidade de cirurgias.

Comentário sobre Lea T nas Olimpíadas:


About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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