Pride

Aos 22 anos, ativista trans Hande Kader é estuprada, mutilada e carbonizada na Turquia



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Um crime contra uma ativista trans de 22 anos Turquia chocou LGBTs em todo o mundo. Feito com requinte de crueldade no dia 12 de agosto, o assassinato chamou atenção para a situação de pessoas trans no local e provocou diversos protestos de defensores dos direitos humanos.

Hande Kader foi vista pela última vez entrando no carro de um homem. No dia 12 de agosto, segundo a mídia internacional, o corpo dela foi encontrado estuprado, mutilado e queimado em uma estrada de Zekeriyakoy.

Amigos rejeitam a possibilidade de crime passional - como comumente é atribuído para abafar os casos - e dizem que a transfobia é a principal motivação. Até mesmo pela crueldade do assassinato, que dificultou o reconhecimento de Hande no necrotério. 


Ela morava em Istambul, trabalhava como profissional do sexo e estava sempre envolvida em manifestações em prol do direito LGBT, sobretudo pela comunidade trans e das trabalhadoras do sexo. Na Parada do Orgulho LGBT de 2015, há várias fotos dela sendo presa por policiais, que repreenderam a manifestação com balas de borracha e canhões de água.




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Amigos, militantes e familiares de Hande repudiaram o assassinato nas redes sociais e se organizam para manifestações. A hahtag #HandeKadereSesVer (Deêm voz a Hande Kader) foi uma das mais utilizadas no Twitter e prometem dar visibilidade para a situação de violência, exclusão e morte em que são  submetidas as pessoas trans. 

A morte dela ocorre em menos de duas semanas do assassinato e decapitação e um refugiado sírio gay Muhammed Wisam Sankari. A imprensa aponta que a cidade turca tem sido refúgio para os perseguidos na guerra da Síria e Iraque, em contrapartida tem sido bastante preconceituosa com a comunidade LGBT. 

Uma pesquisa da Pew Research Center aponta que 80% dos turcos pensam que a comunidade LGBT é “moralmente inaceitável”.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

6 comentários:

Anônimo disse...

Deskulpe a ignorância mas é mesmo! Se era uma profi komo saber se houve violação??

Anônimo disse...

Como desculpar tamanha ignorância??!!

Anônimo disse...

Ignorancia MESMO.

Anônimo disse...

A necrópsia tem como dizer.

Anônimo disse...

Ha uma enorme diferença entre sexo consentido e estupro. No caso de estupro a marcar de violencia típicas desse crime e em muitos casos tb marcas de luta corporal.

Design + Industrial.com disse...

Muito triste.... pelo jeito Brasil e Turquia tem muita transfobia em comum... o inferno só pode ser aqui mesmo, e o pior de tudo é ler comentários preconceituosos aqui abaixo da reportagem.

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