Pride

Aos 81 anos, mulher trans realiza o sonho da cirurgia de redesignação sexual



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Nunca é tarde para ser feliz. É seguindo essa máxima que Ruth Rose – uma mulher transexual britânica– resolveu realizar o sonho da cirurgia de redesignação sexual (popularmente conhecida como mudança de sexo) aos 81 anos. Isso mesmo, oitenta e um anos.


A trajetória de Rose é semelhante a de muitas travestis e mulheres transexuais que não puderam vivenciar a sua mulheridade desde infância, adolescência e vida adulta. Com o diferencial de que ela permitiu vivenciar na terceira idade.

Rose afirma que sabia que é mulher desde os nove anos, mas que acabou sendo levada pelas convenções sociais. No papel de homem, entrou para a Marinha do Reino Unido, casou-se com uma mulher, divorciou 42 anos depois, teve três filhos e quatro netos.

Desde 2012, ela resolveu revelar-se mulher transexual e iniciou o chamado “processo transexualizador” – em que fez o tratamento hormonal. Aos 81 anos, ela entrou na fila do sistema público de saúde da Grã-Bretanha e fez a cirurgia de redesignação sexual.

“Estou me divertindo com o fato de eu ter feito a transição. Meu principal objetivo na vida não é sair por aí dizendo que eu sou uma mulher agora, e sim ser feliz. Mas não se passou um dia desde os meus nove anos em que eu não me sentisse no corpo errado. Sempre me senti mulher”, declarou ao The Mirror.

Para quem acha que os familiares estranharam todas as mudanças, engana-se. “Somos uma família muito unida e eles são muito tolerantes. Mas a minha decisão de fazer a cirurgia veio como um choque para eles. Só que eu não ligo. Eu estou muito feliz com a minha feminilidade, nada vai estragar isso. Meu único arrependimento é de não ter pedido seios maiores”, declarou.

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About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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