Pride

Lea T é destaque em cerimônia de abertura da Olimpíada e arrasa em representatividade trans




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A modelo brasileira Lea T brilhou na abertura dos Jogos Olímpicos na noite de sexta-feira (5), no Maracanã, Rio de Janeiro. Ela esteve linda, sorridente e em uma bicicleta com uma placa com o nome Brasil à frente da delegação brasileira e arrasou em representatividade trans.


É a primeira vez na história das Olimpíadas que uma mulher transexual aparece em destaque. Aliás, além de Lea outras duas trans também arrasaram na abertura do Rio-2016 (saiba mais clicando aqui).

Nas redes sociais, diversas travestis e mulheres comentavam e comemoravam a presença de Lea. "Achei maravilhosa a visibilidade trazida às pessoas transexuais. Me sinto representada pela Lea T. Nossa população T só existia antes nas esquinas por conta da enorme discriminação. Talvez poucos imaginam a real importância desse momento", escreveu a miss trans universo Aleikasandria Barros.

"No país que mais mata mulheres trans e travestis no mundo, uma mulher trans carregou a placa com o nome do país nass costas em um momento simbólico para o esporte mundial. Espero que através da imagem da Lea T o mundo e os brasileiros ouçam o nosso grito de socorro. Lea maravilhosa", escreveu a militante travesti Geovana Soares.






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Apesar da comemoração, a televisão brasileira deu uma bola fora ao não destacar a presença de Lea na cerimônia e sequer ter comentado sobre seu destaque durante a transmissão ao vivo.


LEA POLITIZADA E CONSCIENTE DO PAPEL

Durante os dias que antecederam a abertura, Lea concedeu algumas entrevistas falando sobre a importância do feito. E mostrou estar bastante consciente de seu papel, da representatividade e da real situação que passam travestis e mulheres transexuais no país.

Em entrevista à Globo News, ela rejeitou as chamadas de que esteja “fazendo história”. E destacou que há diversas pessoas como ela que fazem história no dia a dia. E que ela apenas representa.

"Eu não fiz história. Por que eu fiz história? Porque eu estou nas Olimpíadas? História é aquela que está na faculdade tentando estudar ou a outra que apanha, acorda e segue em frente para ajudar a família. Ou tentar ser o que ela é e o mundo todo indo contra. Então eu acho que história mesmo quem faz são essas. Eu só represento".

Arrasou Lea!

Comentários sobre Lea nas Olimpíadas:

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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