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NLUCON traz vídeos com ativistas, leitores e militantes trans comentando reportagens



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A fanpage do NLUCON no Facebook completou 15 mil curtidas (confere aí ao lado!). E para comemorar com decidimos trazer vídeos com leitores, leitoras, amigos e amigas trans – travestis, mulheres transexuais, homens trans... – para comentar três reportagens por semana.

No primeiro vídeo, trazemos o militante trans, estudante de direito e já integrante dos vídeos Léo Barbosa. Ele fala sobre o seu trabalho no Centro de Cidadania LGBT em SP, a despatologização das identidades trans pela OMS e Lea T na Olimpíada. 

Em seu relato, o militante afirma que auxilia a mudança do pré-nome das pessoas trans que fazem parte do projeto Transcidadania - que incentiva a população trans a retomar os estudos. E revela que há pouquíssimos homens trans participando, talvez porque a informação não chegue até eles.

"Se você conhecer um homem trans que está em situação de rua, que tenha a vulnerabilidade de ensino e que necessite desse apoio, que esteja na cidade de São Paulo, que ele procure um dos centros. Mesmo na fila de espera, tem atividades e capacitações", declara.

Os Centros de Cidadania LGBT são:

Centro de Cidadania LGBT Arouche
Rua do Arouche, 23, 4º andar - República
Segunda à sexta-feira, das 9h às 19h
Telefone: (11) 3106-8780
centrodecidadanialgbt@prefeitura.sp.gov.br

Centro de Cidadania LGBT Sul
Rua Dr. Carlos Augusto de Campos, 133 - Santo Amaro
Segunda à sexta-feira, das 9h às 19h
Telefones: (11) 5523-0413 / 5523-2772
centrolgbtsul@prefeitura.sp.gov.br

Centro de Cidadania LGBT Laura Vermont (Zona Leste)
Avenida Nordestina, 496 – São Miguel Paulista
Segunda à sexta-feira, das 9h às 19h
Telefone: (11) 2033-1156 ou (11) 2033-0692
as.cclgbtv@gmail.com

A DESPATOLOGIZAÇÃO E LEA T

No bate-papo Léo também aborda a importância da despatologização das identidades trans pela Organização Mundial de Saúde (clique na matéria aqui). E comentou a pesquisa de cientistas mexicanos, que entenderam (finalmente) que a pessoa trans não tem transtorno psiquiátrico por ser trans. 

"A pessoa trans por si só não tem problema. O problema é o que a sociedade impõe à pessoa para se adequar aos padrões impostos. O problema não está comigo em ser trans, o problema está em quem é contra a pessoa ser trans. É ele que deveria ser tratado", defende.

Já sobre Lea T (confira a matéria aqui), ele comenta que inicialmente não gostava muito das declarações da modelo e que as considerava pouco conscientes da realidade das pessoas trans do Brasil. Mas que nos últimos tempos ela vem arrasando no discurso. E diz que sua participação na abertura da Olimpíada é muito importante.

Ficou curioso? Então confira essa e outras declarações no vídeo abaixo:

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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