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Vídeo: Ativista e leitora, Danielle Nery destaca importância da representatividade trans



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Referências trans, transfobia internalizada e mercado de trabalho foram os temas do segundo vídeo do NLUCON. Desta vez, convidamos a militante trans e feminista Danielle Nery – que é uma de nossas leitoras - para comentar os assuntos.


Dani afirmou que vê como positiva os vários livros com conteúdo trans que pipocam nas livrarias neste mês. Dentre eles “E se eu Fosse Puta”, de Amara Moira, “Meu Nome é Amanda”, de Mandy Candy, e o infantil “George”, de Alex Gino.

“Hoje a gente vê meninas iniciando a transição muito novas, o que era difícil há alguns anos. O assunto da transexualidade está em acessão na mídia, nos noticiários. Então ter uma referência positiva é muito válida (neste processo)”, declarou Dani.

Outra personagem que chamou atenção foi a personagem Mel, uma criança trans, desenhada por Carol Rossetti. A ideia é reforçar as referências e mostrar a beleza da diversidade.

Aos 24 anos, Dani revela que a referência que teve foi da travesti Bianca Soares, que participou da Casa dos Artistas – Protagonista de Novela – em 2004. “Para mim, ela era referência de beleza e de visibilidade”, conta. "Quando você é novinha e vê uma travesti pela primeira vez, você pensa: 'é tudo o que eu quero ser'". 

TRANSFOBIA INTERNALIZADA

No bate-papo, Danielle também comentou a entrevista da youtuber Amanda Guimarães, que declarou já ter sido transfóbica antes da transição. Dani afirma que, devido a imagem negativa que a sociedade e mídia reforça, sobre as travestis, é comum que inicialmente haja medo de ser associada ao grupo.

“O nome travesti carrega um peso muito grande. No início da minha transição, embora fosse algo que eu desejasse para mim, ter uma aparência feminina e me identificar como uma mulher, a gente tem o receio de como a sociedade vai nos ver e do preconceito que podemos passar”, conta.

Ela afirma que superou a transfobia (ou travestifobia) lendo conteúdo de travestis e mulheres transexuais nas redes sociais, bem como Daniela Andrade. “Me ajudaram a abrir um pouco mais a mente e entender que, assim como as transexuais, as travestis também merecem respeito. E que a causa é a mesma”.

Gostou? Pois saiba confira essas e outras declarações no vídeo abaixo: 


About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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