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Faculdade Baiana de Direito divulga vídeo em que diz que nome social é o nome verdadeiro



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Por Neto Lucon

Quem é travesti, mulher transexual e homem trans certamente já escutou a pergunta depois de falar o seu nome social para alguém: “Mas qual é o seu nome verdadeiro?”. E a Faculdade Baiana de Direito frisa que o nome social é, sim, o nome verdadeiro de qualquer pessoa trans, independente daquele que ainda está na documentação.

Em um vídeo recém divulgado, a faculdade se posiciona a favor dos direitos das pessoas trans. E reforça o Decreto 8727, assinado em abril. E a decisão da OAB em respeitar a identidade de gênero de advogados e estudantes de direito trans. “O reconhecimento do nome é apenas o primeiro passo para o respeito à identidade de gênero”, diz a legenda.

Na obra, diversas pessoas trans fazem relatos de suas vidas e opiniões acerca da construção do gênero. E a importância de se respeitar as identidades e o nome social. Diego Nascimento afirma: “Você ter consciência de que é um homem ou uma mulher, ótimo. Mas você também quer que as outras pessoas que convivem com você tenham consciência disso e que te tratem como tal”.

João Hugo fala sobre a rotina: “Certa vez perguntaram se eu não tinha medo de ser preso por falsidade ideológica. Eu disse: “Não, se eu sou João, como é que posso ser preso por uma coisa que eu sou?”. Já Viviane Vergueiro defende que o “reconhecimento social tem a ver com bem-estar psíquico e mental”.

Ao fim, todas as pessoas – sejam elas cis ou trans – falam os nomes pelos quais são conhecidas com a frase: “Meu nome verdadeiro é...”. Na postagem há um link para que as pessoas saibam da Resolução que regulamenta o uso do nome social pelas travestis, mulheres transexuais e homens trans. Clique aqui e saiba.

Assista ao vídeo abaixo:

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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