Pride

Aos 24, soldada trans Chloe Allen faz história nas Forças Armadas britânicas



A mulher trans Chloe Allen, de 24 anos, fez história nas Forças Armadas britânicas ao tornar-se a primeira soldada com um posto de combate em primeira linha na infantaria. Detalhe: com o apoio de todos os superiores.

O general James Everard declarou que está “encantado” de contar com a primeira mulher servindo em uma unidade de combate em campo. E que esta é a prova de que Marinha é inclusiva e recebe bem todas as pessoas.

Chloe assumiu o posto poucos meses depois de o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, suspender o veto que impedia mulheres – sejam elas cis ou trans – de participar de missões na frente de batalha.

O processo oficial para recrutar mulheres para o posto de infantaria está previsto para o próximo ano, mas a Marinha optou por manter Chloe no posto que já assumia. Vale ressaltar que, antes da transição de gênero, ela havia se uniu à guarda escocesa em 2012, era fuzileira e motorista de blindados.

O anúncio de que é uma mulher transexual ocorreu há um ano, logo após uma conversa com familiares e os superiores, explicando a questão trans e os processos que passaria, bem como o novo nome escolhido. Segundo ela, “não foi nada fora do comum”. “Foi como falar com meu chefe sobre uma questão de trabalho. É uma pessoa muito aberta”.

Sobre o trabalho nas Forças Armadas, a soldada disse ao The Sun que “não é tão ruim como as pessoas acreditam”. “Fica muito mais fácil quando se tem companheiros e chefes ao seu lado”, garantiu. Agora, com o feito inédito, Chole espera que seu exemplo sirva para “inspirar as pessoas a serem elas mesmas”. E a ensinar chefes a lidarem de maneira natural com a transgeneridade. 

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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