Realidade

Eleições RJ: Marcelo Freixo visita Casa Nem e diz que transfobia “fere a democracia”



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Por Neto Lucon
Foto: Danny Santos

Candidato do PSOL à prefeitura do Rio de Janeiro no segundo turno, Marcelo Freixo visitou na quarta-feira (12) a Casa Nem, na Lapa, conhecida por abrigar, dar cursos, festas e promover ações destinadas às travestis, mulheres transexuais, homens trans e outras transgeneridades.
Freixo, que já declarou em debate político que é “dever do estado lutar contra a transfobia”, reafirmou a importância de políticas públicas voltadas para a população trans. “O poder público tem que ouvir. A violência contra as pessoas trans nos assusta, que fere a democracia”.

Acompanhado do ex-senador e vereador eleito em São Paulo Eduardo Suplicy (PT), o candidato foi recebido pela militante travestigenere Indianara Siqueira. Ela está à frente da Casa Nem e que disputou como vereadora no Rio de Janeiro, tornando-se suplente do PSOL à Câmara Municipal.
Sobre o espaço, que inicialmente foi criado para auxiliar a população trans a prestar o Exame Nacional do Ensino Médio e depois se tornou um marco de resistência, Freixo destacou que é necessária uma casa e iniciativas como esta em vários bairros da cidade, “garantindo a autonomia, mas tendo investimento” e “parcerias”.




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Ele disse também que a política não deve ser um espaço para exclusão. E que almeja que o Rio de Janeiro seja uma cidade em que seja possível encontrar as pessoas com diversidade. Ao fim do evento, o candidato tirou fotos com as pessoas que fazem uso do espaço.

Marcelo Freixo disputa o segundo turno da prefeitura do Rio de Janeiro com Marcelo Crivella (PRB). A votação ocorre no dia 30 de outubro.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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