Pride

Em debate com Crivella, Marcelo Freixo diz que é papel do poder público enfrentar transfobia



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Candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro no segundo turno, Marcelo Freixo (PSOL) e Marcelo Crivella (PRB) participaram do debate da Band na sexta-feira (8) e falaram sobre a Parada do Orgulho LGBT e violência LGBTfóbica.

Na pergunta destinada à Crivella, um leitor questionou se ele pretende cortar os gastos da Parada LGBT, uma vez que o município está em crise. O candidato respondeu que irá “tentar manter as expressões democráticas protegidas pela prefeitura”.

“No caso da Parada Gay, existe uma preocupação enorme da população do RJ que sofre com a questão da homofobia. É muita humilhação que passam por grupos radicais. Então é importante, sim, não digo que dinheiro, mas que a prefeitura ofereça segurança, limpeza e vigilância”, declarou Crivella.

Em sua resposta, Freixo disse que a Parada também oferece retorno econômico para a cidade. Mas destacou que o motivo de ela ser apoiada é pelo papel de combate ao preconceito. O candidato também disse que é importante enfrentar a violência contra travestis, mulheres transexuais e homens trans.



“A Parada Gay é um instrumento pedagógico de combate a intolerância, é instrumento fundamental de cidadania. Não são poucos os crimes de homofobia, não são poucos os crimes contra transexuais e travestis. É papel do poder público enfrentar isso. E a legitimação dessa manifestação é importante”, declarou.

A votação vai ocorrer no dia 30 de outubro. Na pesquisa do segundo turno feita pelo Datafolha, Crivella está com 44% dos votos e Freixo, com 27%. O percentual de votos brancos e nulos foi de 18% e 10% não souberam responder.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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