Pride

Jovem trans Yasmin Montoy é espancada e assassinada aos 20 anos em SP


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Yasmin Montoy é mais uma jovem cheia de sonhos que perdeu a sua vida pela transfobia. Ela, que iria completar 21 anos no domingo (16), foi espancada e acabou morrendo no último fim de semana no Parque do Carmo, zona leste de São Paulo.

Em seu corpo foi possível ver as marcas da violência sofrida e uma lesão na cabeça, "provavelmente feita por um pedaço de pau". Porém, apesar do relatos de amigos, no Boletim de Ocorrência consta que ela morreu de overdose, informou a reportagem do R7.

Um amigo, que prefere não se identificar, declarou que ela estava no lugar onde trabalhava quando sofreu a agressão e “não conseguiu se defender”. “No boletim de ocorrência não diz que teve agressão física, mas é claro. Ela fazia rua e estava mais exposta. Pode ser um suposto cliente, mas às vezes pode ser caras que fazem só pela maldade”.

Ele afirma que as testemunhas que presenciaram a agressão sumiram sem dar notícias. “Não sei se elas estão com medo de se envolver”, lamentou.

Para o amigo, não há dúvidas de que o crime tenha sido motivado por transfobia. “Ela estava montada. Foi um crime de transfobia, com certeza. Só que eu não quero que ela seja mais um caso. Eu não sou trans, sou gay. No lugar dela também poderia ser eu”.

Prestes a completar 21 anos, ela juntava dinheiro para realizar o sonho do silicone nos seios. Nas redes sociais, amigos lamentaram o assassinato da jovem, pedem investigação do caso e a punição dos envolvidos.  

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

3 comentários:

Anônimo disse...

Um ser humano que mata outro tem que ser condenado automaticamente a penuria perpétua. Sem julgamento ...Quando isso acontecer .quando as pessoas tiverem medo de seus atos perceber que ceram penalizados essa injustiça tera fim.

Anônimo disse...

A sociedade tira dás Travestis e dos Transexuais os direitos ater uma família,pois a mesma expulsa de casa,da educação porque professores e alunos não estão preparados e essas pessoas sofrem preconceito dentro e fora das salas de aulas.Trabalho ninguém dá oportunidade ou chance no ramo profissional ,indagam qual o nome a ser chamado se é o nome social ou do registro ou qual o banheiro que esta pessoa vai usar ,com essas desculpas que na verdade são a base do seu próprio preconceito essas pessoas vão para rua fazer a unica coisa que podem pra tentar sobreviver e comer que é fazer programa ,sexo por dinheiro profissional do sexo ,prostituição a profissão mais antiga do mundo e menso respeitada aqui no BRASIL.NÃO É ATOA QUE O NOSSO PAÍS LIDERA O TRISTE E VERGONHOSO Rank de pais que mais mata gays e travestis no mundo !

Anônimo disse...

Realmente a violência ao ser humano em geral está fora do normal neste País. Sinto muito pelo ocorrido, que Deus conforte o coração dos Familiares. Mas é preciso também parar de ficar tratando travestis e transexuais como mulheres, porque não são. O jovem foi cruelmente assasinado sem ninguém saber com certeza se era um cliente ou por homofobicos.

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