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Cremesp defende nome social para médicas ou médicos trans


Por Neto Lucon

O Cremesp - Conselho Regional de Medicina de São Paulo – é mais uma das entidades que estão defendendo o uso do nome social para funcionários ou funcionárias trans. Ou seja, médicos ou médicas que são travestis, mulheres transexuais, homens trans, n-b ou outras transgeneridades.

A nota da entidade foi divulgada no fim do último mês e diz que deve “promover adaptações em seus sistemas de modo a atender as tais demandas sociais”. Vale lembrar que o Conselho da Ordem dos Advogados e da Psicologia já respeitam o nome social.

O Cremesp pediu posicionamento formal do Conselho Federal de Medicina (CFM), que pode regulamentar a medida. Sendo assim, o médico ou a médica trans pode ser tratada pelo nome social em todos os espaços do trabalho, incluindo em crachás e documentos emitidos pelos conselhos regionais.

“O apoio da entidade federal a essa proposta permitirá, finalmente, alargar os passos das instituições em direção ao processo inclusivo proposto pelo Cremesp, onde prevaleça o respeito ao médico como indivíduo, profissional e cidadão”, disse a entidade por meio da nota.

Ainda que não haja tantas médicas ou médicos declaradamente trans no Brasil, entende-se que o número pode aumentar no decorrer dos anos com o avanço pelo reconhecimento dos direitos dessa população. A medida também pode motivar outros profissionais que sejam trans, mas que não declararam no trabalho por medo do preconceito, a se sentirem mais confortáveis em demonstrar a verdadeira identidade de gênero.

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