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Paquistanesas protestam contra morte transfóbica, fecham rua e polícia acata denúncia


A comunidade de mulheres trans do Paquistão estão se organizando para acabar com a violência transfóbica. No início deste mês, elas foram às ruas para protestar contra o assassinato da mulher trans Guria Ghulam Abbas Alias.

Guria foi morta a tiros no dia 7 de novembro, após uma tentativa de estupro, e o acusado confesso é Rana Shakil. O grupo revela que a polícia, mesmo sabendo do crime, não fez nada para prender o acusado. 

Durante o ato, o grupo bloqueou a Faisalabad-Sargodha, carregou cartazes, queimou pneus na via pública e pediu a prisão imediata de Rana. “Nossas vidas não estão seguras. Somos estupradas, torturadas e maltratadas”, declarou uma das manifestantes ao The Express Tribune.

O papel da polícia também foi duramente criticado pelas mulheres trans. Para elas, a polícia “não está ajudando” a combater a violência transfóbica e “desempenha o papel de um espectador silencioso”.

Outros cidadãos reclamaram do bloqueio da rua e do enorme engarrafamento, mas elas resistiram e disseram que não sairiam até que a policia assume o compromisso de punir exemplarmente os envolvidos no assassinato da Guria. E que protegesse de fato a população trans. 


A policia chegou ao local, negociou com as manifestantes e assegurou que Rana seria preso em 48 horas. Após a garantia, elas dispersaram pacificamente e prometeram que voltariam a se manifestar caso o acusado continuasse em liberdade.

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