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Primeiro suspeito de matar vendedor ambulante que defendeu travesti é preso


Ricardo Nascimento Martins, um dos suspeitos de agredir e matar o vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas, mais conhecido como Índio, de 54 anos, na estação Pedro II do Metrô de São Paulo no domingo (25), foi preso na noite de terça-feira (27).

Ele estava escondido na casa de um amigo em Itupeva, Grande São Paulo, e foi encontrado pelos policiais. Ele foi levado na madrugada de quarta-feira (28) para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no centro de São Paulo.

Por volta das 9h desta quarta-feira, Ricardo foi encaminhado para a delegacia do metrô, na estação Palmeiras/Barra Funda, para ser reconhecido por testemunhas. Ele confirmou o crime, afirmou estar “arrependido” e que estava “alterado” por ter consumido “cachaça” e que o “certo é pagar” pelo que fez.

Alípio está foragido
Outro suspeito é Alípio Rogério Belo dos Santos, que se separou de Ricardo após o crime e continua foragido. Eles tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça. E o governo de São Paulo ofereceu recompensa de R$50 mil por informações sobre o paradeiro deles.

A ex-mulher de Alípio – que preferiu não se identificar - contou que o ex-companheiro tem temperamento explosivo. “Ele tinha esses acessos de loucura e, às vezes, chutava as coisas. Ele batia nas coisas, gritava, xingava, chamava atenção dos vizinhos nessas brigas”, declarou ela em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo.

O CRIME

No domingo (25) Ricardo e Alípio bateram sem qualquer motivo em um homem em situação de rua e tentaram depois agredir a travesti Raíssa. O vendedor ambulante Índio, que trabalhava na estação há mais de 20 anos, tentou impedir a violência.

Raíssa fugiu para dentro da estação, foi perseguida, mas escapou. Os agressores foram então para cima de Índio, que tentou pedir socorro no metrô, mas acabou sendo brutalmente agredido e assassinado. Imagens das câmeras de segurança mostram toda a violência. 



O advogado dos agressores, Marcolino Nunes Pinho diz que eles agrediram e mataram o vendedor ambulante porque pessoas em situação de rua e usuários de drogas tentaram roubar o celular dele, chegando a levar uma garrafada.

Porém o delegado que investiga o caso Oswaldo Nico Gonçalvez diz que nenhuma das testemunhas que reconheceram Ricardo Martins do Nascimento e que estava no cenário do crime, falaram sobre a versão do furto de celular.

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