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Roberta Close revela convite para estrelar musical sobre sua trajetória


A modelo e atriz Roberta Close – um dos grandes ícones de beleza dos anos 80 e que atualmente mora em Zurique, na Suíça – está de passagem no Brasil e revelou, em entrevista na TV, que recebeu um convite para estrelar um musical sobre a sua trajetória.

“Achei sensacional”, declarou Roberta, durante entrevista ao programa Superpop, da RedeTV!, na noite de segunda-feira (5). Ela disse que, caso aceite participar do projeto, pensa em passar mais tempo no país.

De acordo com a ex-modelo, a ideia é que o musical traga vários hits dos anos 80 que dialoguem com a sua trajetória de vida. Dentre elas está a música Close, cantada por Erasmo Carlos, e que ela foi a protagonista do clipe.

A artista não deu maiores informações sobre a peça, mas nas redes sociais soltou que a peça pode se chamar Big Close e que falará de sonhos de dramas. 


Durante a entrevista, Roberta voltou a falar sobre infância, adolescência, cirurgia de redesignação sexual, Playboy e os preconceitos que sofreu no auge de sua carreira. “Quando eu tentei carreira fora, eu sofri muitos obstáculos, porque eu não era um perfil a ser vendida, me senti marginalizada”, declarou.

CIRURGIA/ INTERSEXUALIDADE / DOC

Sobre a cirurgia de redesignação sexual (genital), ela afirmou que a dor física não foi superior a dor que sentia na alma por passar por aquela situação sozinha. “A parte física é lógico que dói, mas a dor na alma é foi maior”, disse.

Roberta contou que passou a se sentir mais tranquila e segura com o próprio corpo. “A beleza não está numa parte, na boca ou no nariz, está no todo. Beleza é a pessoa ser charmosa, ter essência...”.



Já ao falar sobre intersexualidade, ela disse: “Esse termo hermafrodita é bem antigo, é uma lenda (...). Mas essa coisa de achar traços femininos entre corpos você consegue ver através de museus. Eu acho que eu tinha... Os dois sexos não... Eu tinha a força dentro de mim de querer...”. E Luciana interrompe: “Você era uma menina”. Roberta continua: “Eu sei que vivi do meu jeito e os meus médicos achavam que eu estava pronta para fazer (a cirurgia). Fiz na Inglaterra”.

Após a CRS, Roberta travou outra briga: a retificação de prenome e gênero nos documentos. “Foi uma coisa bem chata, uma infinidade de perícias médicas. Uma coisa que só me torturou”, declarou. Segundo Roberta, diziam que não autorizariam porque causaria grande repercussão e que ela teria que se adequar ao jeito que eles queriam. “Mas eu não tenho culpa de ter sido como eu sou”, frisou. 

VIDA PACATA

Prestes a completar 52 anos, Roberta afirmou que preferiu se afastar da mídia porque sua vida mudou muito desde quando se casou com o suíço Roland Granacher. “Fui morar em outro país, me acostumei bastante e estou feliz”.

Luciana diz que já morou em Zurique, disse que a cidade é muito pacata, mas Roberta declarou que costuma a ir para festas de amigos. “É uma cidade muito bonita e me possibilita viajar bastante”. Sobre o segredo do relacionamento, que completa 23 anos, ela disse: “É ter paciência, tolerância, você conhecer a pessoa e conviver...”.

Roberta afirmou que saiu da mídia no momento certo, porque a maneira de ser artista, a relação com a mídia, redes sociais e o público mudaram. “Hoje em dia tem Instagram, tantos meios de comunicação e informação que as pessoas nem sabem quem seguir”, declarou.

Ela declarou também que não se considerava uma grande atriz, mas que tentava fazer o seu trabalho direitinho.

No último bloco do programa, a sobrinha Carol Gambine foi ao palco e mostrou as fotos que tirou em homenagem à Roberta, que faz aniversário no dia 7. Ela declarou que a tia é uma referência pelo símbolo que significou para o Brasil e também por estar próxima dela em momentos difíceis. Roberta declarou que é importante que as mulheres se unam mais. 



SUPER TROPEÇO

Como é de praxe, o programa Superpop dá espaço para debater o assunto, mas sempre acaba tropeçando em termos e discursos transfóbicos. O auge foi quando Luciana Gimenez disse para Roberta: “Mas você era famosO”, tentando corrigir logo em seguida.

Luciana perguntou se “cortou, perde a graça?”, falou sobre “transexy” (sic) e até qual era o tamanho do pé de Roberta. Em outro momento disse que a música Close parecia ser mesmo para ela por causa do trecho "se não fosse o gogó e os pés".

 O programa trouxe ainda a chamada “Roberta Close revela tudo sobre a cirurgia de mudança de sexo (termo que não se utiliza mais)” e falou diversas vezes o antigo nome de registro.

Um comentário

Alessandra disse...

Muito desagradável esses momentos citados na matéria. Tudo o que Roberta detesta mais foi citado sem nenhum pudor!

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