Pride

Ato coloca 144 cruzes na praia de Copacabana simbolizando as vítimas de transfobia em 2016


Por Neto Lucon

Quem passou por Copacabana, Rio de Janeiro, no domingo (29) certamente ficou impactado com a imagem que viu: 144 cruzes na areia, com o nome de vítimas travestis, mulheres transexuais e homens trans e a maneira como foram assassinados em 2016. Ao fundo, a bandeira trans. 

O ato foi da Rede Trans Brasil, que mapeia os crimes envolvendo a morte da população trans e colabora com a Transgender Europe, ong internacional que coloca o Brasil como o país que mais mata a população trans no país. O Brasil persiste neste triste título.


Cruzes simbolizaram as 144 vítimas
de transfobia
O militante trans Nathan Phelippe, da Rede Trans, participou da manifestação em memória das vítimas e declarou que ficou bastante sensibilizado por lembrar de quem teve a vida tirada pelo preconceito. “Foi um ato emocionante, indescritível para ser sincero. Me emocionei como nunca”, declarou ele com exclusividade ao NLUCON.

Nas redes sociais, ele disse que as “lágrimas teimaram em cair, a garganta deu um nó e eu não pude me conter. (...) Me entristeço em saber que o Brasil está no ranking do país que mais mata mulheres travestis, mulheres transexuais e homens trans. Foram contabilizados 144 guerreiros e guerreiras que se foram, deixando conosco: garra, resistência, força, coragem e amor”.

O ato foi feito no dia 29, Dia Nacional da Visibilidade Trans, data em que a população trans fala as demandas, reivindica direitos e comemora as vitórias. Parabéns pelo ato. E que não haja mais mortes por intolerância.

Veja as fotos: 






About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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