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Justiça mantém presa dupla que matou camelô Luiz Carlos Ruas que defendeu travesti em SP


Os acusados confessos de assassinar com socos e pontapés o vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas, mais conhecido como Índio, após ele defender uma travesti na Estação Predo 2º na noite no Natal do último ano, continuarão presos, determinou a Justiça de São Paulo.

Com prisão preventiva, Alípio Rogério Belo dos Santos, de 26 anos, e Ricardo do Nascimento Martins, devem permanecer na cadeia por tempo indeterminado.

De acordo com o Ministério Público, a prisão é necessária para "garantir a ordem pública, além de prevenir a fuga da dupla, como ocorreu após o crime".

A nota diz: "A medida serve ainda para asseguar a proteção às vítimas e testemunhas que irão prestar depoimento e realizar reconhecimentos em juízo".

Em depoimento, eles tentaram justificar que estavam embriagados e que se excederam nas agressões porque estavam "fora de si". Na defesa, eles ainda disseram que foram atacados e roubados momentos antes.

Porém, de acordo com testemunhas, os dois agressores estavam urinando nas plantas do lado de fora da estação, quando um grupo reclamou. Eles foram bater no morador gay Brasil e uma travesti Raíssa, mas o vendedor tentou defendê-los. Na câmera de segurança, a travesti foi perseguida e fugiu dentro da estação. Eles voltaram, agrediram e mataram Índio.

Índio trabalhava há mais de 20 anos no metrô Pedro 2º.

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