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Ao receber críticas transfóbicas, Fátima Bernardes não se intimida: "Poderia ser na minha família"


A apresentadora Fátima Bernardes declarou, durante o seu programa na sexta-feira (17), que sofreu uma enxurrada de comentários ao ter anunciado na quinta (16) que abordaria o tema “crianças trans”. Na internet, há um boicote de conservadores ao programa.

Se alguém achava que a apresentadora não comentaria nada em seu programa, que ocorreu normalmente, se enganou. Fátima desabafou e disse: “Isso pode acontecer na minha casa”.

A apresentadora chegou a dizer sentiu um pouquinho do preconceito que a população trans passa: “As pessoas têm muita dificuldade de falar sobre isso, de entender, e acham se nada for falado, nada vai acontecer. Mas mesmo assim, a gente tem que falar. Porque quanto mais a gente falar, mais as pessoas vão entender”, disse ao vivo.

Na atração, Fátima disse que sente que ao olhar os casos eles podem ser da família de qualquer um. “Poderia ser minha família. Por que tem gente que diz: ‘isso acontece só na casa do vizinho’. Mas olhando vocês, a gente vê que pode ser na minha casa e que acontece independente. Pode ser na minha casa, pode ser na casa do vizinho e quanto mais entender, melhor”.

No programa, ela trouxe a história de Alexsandra e a filha Isabela, de 10 anos, que foi designada menino ao nascer, mas se identifica com o gênero feminino e é uma menina. E também da relação da artista Renata Bastos e do pai, Marco Antonio, que aceita a filha e sente o maior orgulho dela.




Vale ressaltar que Fátima vem abordando o tema da transexualidade e transgeneridade há bastante tempo. No início, chamava especialistas no palco e deixava as pessoas trans na plateia. Após fazermos críticas construtivas, ela trouxe as próprias pessoas trans para falarem por ela. Vale o desafio. 

Veja como foi o programa clicando aqui e aqui

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

2 comentários:

roberta siqueira campos disse...

Grande iniciativa da rede Globo, nossa população de travestis e transexuais já fomos muito empurradas para a latrina da sociedade e hoje essa sociedade tem uma grande dívida com nossa população.....

Mike Rodrigues disse...

Parabéns a emissora, nossa sociedade insiste com esse comportamento moralista inútil. deveríamos evoluir, estar dezenas de passos a frente mas infelizmente as pessoas usam a fé e supostamente uma imagem de família tradicional para justificar a maldade e o preconceito existente em seus corações. isso traz sofrimento a muita gente, pessoas cometem suicídio, simplesmente desistem de viver nesse mundo cheio de ódio. mas estou certo de que o Deus que se anuncia através de Cristo não compartilha com tanto ódio. ele ama cada ser vivo que existe!

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