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Bloco em SP tem rainha de bateria travesti, a atriz Leona Jhovs: “Marchinha é política”

Leona e Paulo

Por Neto Lucon
Fotos: Priscila Machado

A atriz paulistana Leona Jhovs será neste domingo (26) a rainha de bateria do bloco Cordão do Triunfo, do grupo de teatro Pessoal do Faroeste. A concentração ocorre a partir das 14h, na rua do Triunfo, 301/305, centro de São Paulo, e o cortejo às 15h. Leona é travesti e levantará, assim como o grupo, a bandeira pelos direitos humanos.


Para a artista, que é integrante da companhia teatral, o convite do diretor Paulo Faria é a realização de um sonho de infância, juntamente com a vontade de lutar com arte contra os vários preconceitos que existem, dentre eles, a transfobia.

“Nasci no centro de São Paulo, no Bixiga e vivi no samba. Então sempre tive vontade de ser rainha de bateria. Quando o Paulo me convidou, veio tudo isso de pequenininha. O glamour e a realização. E quando a gente vai para a rua, num espaço onde o governo não quer que a gente esteja e se sinta pertencente, que é na cracolândia e todo aquele espaço (eles vão passar pela General Osório, rua Santa Ifigênia, av. Ipiranga, av. São João. rua Vitória, finalizando na rua do Triunfo), é mais rico e importante ainda”, declarou a atriz. 
"Fazemos história e levamos arte"

O tema deste ano é “Balança a Lança”. E segundo a rainha, a marchinha tem viés político. “A gente vai para a rua, levantar bandeira num espaço, onde tem travestis na prostituição e eu sou uma mulher trans ou travesti, então acho essa referência importante. Ser rainha tem um peso muito grande, muito mais que o glamour. Estamos fazendo história e levando arte”. 

O figurino fica por conta da própria rainha, mas o diretor vai abrir espaço para que os figurinos da companhia estejam disponíveis – tanto para ela quanto para outras pessoas que participarem do bloco. “Por enquanto, vou com um bustiê rosa e um short saia que lembram as cores da bandeira LGBT. “Mas pode ser algo que amanhã encontro coisas novas e que vocês me vejam totalmente diferente”.

Vale avisar que durante a concentração vai rolar o troféu Cai de Boca, dirigido àqueles que colaboram com o grupo teatral.


Arrasa, rainha!




Confira a marchinha:

BALANÇA A LANÇA

REFRĀO:
Balança a lança
E não se cansa
Nessa marchinha
Vem pra essa dança

Balança a lança, Meu amor
E não se cansa
Nessa marchinha
Vem pra essa dança

Toca a buzina, meu amor
Toca o terror

Coloca mais uma no copo
Traz aspirina, Liga o ventilador
Que nessa onda
O que era doce se acabou

Só deixaram a polícia
Pra tomar conta da nossa justiça

Foi foi golpe
Roubaram o meu gole
Tiraram a Dilma
E estão fazendo a faxina
Levaram até a latrina

REFRĀO:
Balança a lança
E não se cansa
Nessa marchinha
Vem pra essa dança

Balança a lança, Meu amor
E não se cansa
Nessa marchinha
Vem pra essa dança

2 - RAP
Mari Juana, meu amor
Salve Jah, cannabis
Salve as folhas
Salve, salve, salve
A simpatia

Salve simpatia
Para animar a festa
Salve simpatia
Para animar a festa
Toca o terror, titia

Eu quero é mais saúde!

Salve a diferença
A mulherada
Preta, banca, amarela, rosa e morena
Salve as trans, as travestis,
Salve toda a barca LGBT
Do Brasil!
Eu disse, do Brasil!

3- FUNCK
Não foi em Copacabana
Nem lá no Pelô
Não foi no Arpoador
Nem na Zona Franca


Foi aqui na Boca do Lixo, meu amor
Que surgiu tudo isso!
Foi aqui na Boca, Meu amor
Que surgiu todo esse lixo

Balança a lança,
Deu Onda
Nessa marchinha, Mozāo
Me deu Onda

foi nesse pecado
na fumaça do cachimbo
debaixo da garoa
da luz ao limbo
que surgiu um samba lindo


REFRĀO:
Balança a lança
E não se cansa
Nessa marchinha
Vem pra essa dança

Balança a lança, Meu amor
E não se cansa
Nessa marchinha
Vem pra essa dança

Letra: Paulo Faria
Rodrigo Zanettini
Thais dias
Leona Jhovs

Produção fonográfica- Produtora cultural Colméia no Carvalho
Produção musical-
Felipe Pan Chacon
Joy Espíndola
Pedro Renaud
Rodrigo Zanettini

Metais glauber Bento e cavaquinho João candau

Vozez
Leona Jhovs
Thais Dias
Cris Losano
Rodrigo Zanettini
Joy Espíndola

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