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Chamada de mulher transexual, ex-BBB diz: "Poderia ser, isso não é demérito"


Desde que entrou na 17ª edição do Big Brother Brasil, da TV Globo, muita gente garantiu que a participante Mayara Motti era uma mulher transexual. Ao sair, a ex-sister declarou que, “se fosse, não teria escondido” e demonstrou empatia com a causa.

“Achei interessante. Deixa falar, o que é que tem? Achei o máximo. As pessoas falam como se eu fosse desmentir como se fosse demérito. Eu poderia ser, qual é o problema? Isso não diminuiria a pessoa que sou”, declarou Mayra.

Ela afirmou que ainda não sabe por que acharam que ela é uma mulher transexual, talvez pelas várias cirurgias plásticas que fez, mas que simplesmente não ligou. “Fiquei sabendo quando saí do programa. Mas se fosse, falaria”, afirmou ela, que foi eliminada com 81,6%.


Durante o programa, Mayra se envolveu com o promotor de eventos Antônio, que também disse que não veria problema nenhum se ela fosse uma mulher transexual. “Para mim isso é uma coisa normal. Mesmo que eu soubesse, teria me envolvido da mesma forma. Não iria afetar em nada".

Nas redes sociais, algumas pessoas questionaram que eles foram orientados por seus assessores de imprensa a darem respostas politicamente corretas. Mas, além de não haver MESMO problema nenhum com relacionamentos com mulheres transexuais mesmo, o que não pode ser manifestado e promulgado é o preconceito.

Obs: essa nota não tem o intuito de defender o que a participante fez dentro do reality show. 

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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