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Cineasta, escritor e ator trans, Jake Graf veio para mudar indústria cinematográfica


Quando pensamos em pessoas trans na indústria cinematográfica, os nomes que aparecem (ainda que raros) são de mulheres trans. Mas há um escritor, ator e cineasta investindo desde de 2010 na visibilidade e na carreira de atores que são homens trans.

Ele já fez uma ponta em “A Garota Dinamarquesa” (sabia disso?), esteve em seis curtas, como Cocktale, X-Why e Tenants, a série de TV “She’s in London”e acaba de lançar um filme que promete trazer questões importantes.


Trata-se de DUSK, com cinco atores homens trans, ao lado de outras estrelas cis, como Duncan James. O filme tem menos de 15 minutos de duração, e fala sobre a história de um indivíduo que começa a ser retratada na Inglaterra dos anos 50.

“É um vislumbre muito raro e íntimo da vida de uma pessoa queer, e do que esse indivíduo poderia ter passado”, declarou ele, aguçando a curiosidade dos cinéfilos e provocando futuros debates acerca do tema após o lançamento da obra. 



Ele também é conhecido pelas obras Chance (2015), Dawn (2016). Já em A Garota Dinamarquesa, ele interpreta Henri, que segundo ele trata-se de uma participação de praticamente “meio segundo”, mas com um tratamento igual a de qualquer outra estrela do filme.

MENOS ATORES HOMENS TRANS 

Jake acha que esta falta de representividade na mídia é baixa por duas razões: homens trans são criados como mulheres e, desta forma, são ensinados a não terem suas vozes escutadas ou não levadas a sério. “Suas vozes não eram tão importantes e eu acho que isso tende a ficar com você por fazer parte da sua formação”.

Outra razão é o fato de que é muito “mais fácil” para os homens trans viverem em silêncio, a chamada vida “stealth” (sem que as pessoas saibam que você é trans), enquanto que para as mulheres trans isso geralmente é mais difícil, além de elas serem as primeiras a se mobilizar socialmente.

Jake e outros homen trans estão aí, colocando a cara no sol e mostrando muito talento, arte e trabalho, para mudar essa indústria. E as histórias...


About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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