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Criação do Jardim em memória da travesti Marina Garlen emociona em Brasília


Por Neto Lucon

Durante a 1ª Semana da Visibilidade Trans do Distrito Federal foi realizado na terça-feira (31), a partir das 10h, a criação do Jardim Marina Garlen, militante e artista travesti histórica que morreu em 2016 durante a Semana da Visibilidade Trans em São Paulo. A criação do jardim ocorreu no Parque da Cidade.


De acordo com a coordenadora interina da Diversidade LGBT do DF Paula Benett, que foi idealizadora do projeto, a ideia foi homenagear todas as travestis, mulheres transexuais e homens trans que morreram lutando pela causa ou pela transfobia.

Autoridades estiveram presentes na criação
do jardim Marina Garlen
Para Paula, foi um dia emocionante, em que plantaram 20 pés de Ipês, cinco de cada cor (branco, roxo, rosa e amarelo), em um local privilegiado do parque da cidade, ao lado do lago no estacionamento 11, perto de um bar frequentado pela comunidade LGBT.

“A criação deste jardim é de suma importância, já que carrega uma grande simbologia, homenageando esta guerreira que foi Marina Garlen, ao mesmo tempo que homenageia as pessoas que lutaram pela causa ou perderam a vida para a transfobia. 

O jardim ficará para a posteridade como ponto turístico e de reflexão, onde todas as pessoas poderão ter acesso. Ele representa um novo recomeço, onde todas e todos se reuniram contra a Transfobia e que vamos lutar juntas para vence-la, pois só plantando respeito e a paz, poderemos colher amor”, diz Paula.



Estiveram presentes várias autoridades, representando o GDF, Ministério da Saúde e Justiça, Conselho da Mulher, UNB, Movimentos social LGBT, Trans, sociedade civil. Enteve a primeira dama Márcia Rollemberg, a coordenadora LGBT Nacional Marina Heidel, a secretária de política para mulheres, igualdade racial e DH Raissa Rossiter, o administrador do parque Alexandro Ribeiro, o subsecretário de direitos humanos Coracy Coelho, o coordenador da pasta LGBT Flávio Brebis, a delegada chefe da DECRIM Glaucia e a vice-presidente do conselho da mulher Geralda Resende.

Ela diz que a sensação foi única e fala sobre um momento delicado. “Aconteceu algo inusitado. Quando uma das pessoas que estava ao meu lado começou a falar e disse o nome da Marina, a planta mexeu e quase tocou a gente, como se estivesse se prostrando, foi demais”, concluiu Paula. 

Este jardim só foi possível graças a união entre sociedade civil, movimentos sociais como o movimento Trans e LGBT, Governo de Brasília, Ministério da saúde e Justiça, instituições internacionais como a ONU e UNAIDS.

Um comentário

paula benett disse...

Obrigada Neto Lucon, por ser esta pessoa maravilhosa, querida e amada por tod@s, por este rapaz que enfrenta obstáculos em prol de nossa causa Trans e LGBT, vc é muito importante para nós, seu trabalho é de extrema relevância e importância, tem um papel crucial no que diz respeito ao empoderamento e visibilidade das pautas, contribuindo assim na luta contra a TRANSfobia/LGBTfobia e na busca por direitos destas pessoas. grande abraço e o meu/nosso muito obrigada

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