Pop e Art

De gueixa, musa trans Ramona Matos arrasa em sua estreia na Pérola Negra


Por Neto Lucon

A escola de samba Pérola Negra, que está no grupo de acesso, teve o seu desfile madrugada de segunda-feira (27). E também teve a sua musa trans: a amazonense Ramona Matos. Com o enredo “Vamos por a mão na Massa”, ela veio de gueixa.

Destaque do carro da China, Ramona afirma que está encantada com os detalhes da produção. Ele foi feito por artistas parintinenses, cidade onde ela nasceu, e de onde vem muitos artistas que fazem o carnaval acontecer.

Convite surgiu após carnavalesco
descobrir que ela era de Parintins
“Para mim foi mágico e surpreendente. Jamais calculei que teria espaço sendo trans em uma escola. Não sou famosa, nem pagaria aquelas fortunas nas fantasias, mas fui na quadra com uma amiga. Conheci o carnavalesco Anselmo Brito, que ficou admirado por eu ser de Parintins e me fez o convite para sair na escola”, declarou ao NLUCON.

O desfile ocorreu por volta das 4h da manhã, mas ela já estava pronta desde a 1h para ir ao Anhembi, em São Paulo.

"Estou muito realizada. Vi que não foi um sonho, vi que essa realização pessoal não era impossível de acontecer. Tudo foi minuciosamente pensado e eu consegui o que queria: não ser vulgar e não passar despercebida na avenida. Estava levando a cidade e um corpo de artistas. foi uma responsabilidade muito grande e com certeza foi uma missão cumprida". 

Obs: Quando vi a foto de Ramona, pensei se tratar de Isadora Ribeiro, atriz e eterna musa do Fantástico. “Gente, já me confundiram com várias artistas. E a cada mudança de visual tem isso. Sempre parecemos com alguma famosa. Que bom que me assemelho a uma lindíssima como ela (risos).





E a comparação com Isadora Ribeiro (tô louca?)

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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