Pride

Após expulsar menino trans, associação de escoteiros muda regra e passa a aceitar pessoas trans


Poucos meses de ter expulsado um garoto trans de oito anos de sua turma, a Associação de Escoteiros do Estados Unidos, os Boys Scouts, anunciou nesta última semana que vai passar a aceitar crianças transexuais e banir medidas discriminatórias.

O garoto Joe Maldonado, que foi designado mulher ao nascer, mas que se identifica com o gênero masculino e é um homem, foi expulso do grupo após descobrirem que ele é um homem trans em New Jersey.

Ele disse que ficou zangado, fez uma cara triste, mas que não chorou na frente de ninguém. “Estou mais zangado que que triste. A minha identidade é de um rapaz. Se eu fosse eles, eu deixava qualquer pessoa entrar. É o certo a fazer”, declarou ao Washington Post.

Pois após a polêmica, o diretor executivo do grupo Michael Surbaugh anunciou que a associação irá a partir agora contar apenas com o gênero da criança, não levando em consideração a certidão de nascimento, “já que não é suficiente”. E diz que o os americanos estão sendo desafios por um tópico complexo, que é a identidade de gênero.



“Mas asseguramos que estamos aproveitando essa oportunidade para evoluir e atualizar a nossa abordagem”, afirmou à CNN.

Conhecidos pela política de discriminação, escoteiros americanos estão adotando políticas de inclusão nos últimos anos. Em 2013, aceitou admitir adolescentes homossexuais. E em 2015, anulou o veto que impedia adultos homossexuais de ser monitores. 

Vale ressaltar que a “Girls Scouts” também mudaram as regras e agora começaram a aceitar mulheres trans entre o grupo de mulheres cis.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

0 comentários:

Tecnologia do Blogger.