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Esqueleto de pessoa que poderia ser mulher trans ou intersexo há 2000 anos é encontrado


Por Neto Lucon
Tradução: Mayane Lins

O esqueleto de uma mulher da era romana causou grande debate entre cientistas (cisnormativos). Seu DNA apontava que ela era geneticamente XY ao mesmo tempo que viveu como uma mulher perante toda a sociedade. Com 2.000 mil anos é o caso mais antigo conhecido pela ciência.


O esqueleto foi exumado em 1979 e acredita-se que ele seja de 50 a 70 antes de Cristo, quando Lonred, foi fundada em Roma, como Londinium. Pesquisadores do Museu de Londres e outras instituições analisaram 4 dos 20 mil esqueletos com mais de 5.500 anos.

A mulher em questão morreu quando tinha entre 26 a 35 anos, a análise do material químico nos dentes dela mostra que ela nasceu no Reino Unido, pelo material dos antepassados dela, ela deve ter nascido no norte da Europa.

Ela tinha olhos castanhos e cabelo escuro. Foi enterrada num caixão de madeira e tinha um colar nos pés, o que indica a identidade feminina. Ela também tinha uma jarra na cabeça e um espelho de bronze nos pés, itens que mostra ser uma pessoa com status. Pelos itens no túmulo, ela era aceita e talvez até admirada pela comunidade.

“O esqueleto da mulher de Harper Road é morfologicamente feminino. Os traços do osso pélvico e o crânio que são usados para determinar o sexo deram todos positivo para feminino”, disse o porta-voz do Museu de Londres. Ela também possuía cromossomo XY, o que dava como alguém como masculino", diz o porta-voz. Os pesquisadores não sabem sua genitália.

Cientificamente falando, os especialistas dizem que em alguns nascimentos a cada mil existem pessoas com pênis que nascem com cromossomos XX e pessoas com vagina que nascem cromossomos XY. Mas não há informações o suficiente sobre a condição da mulher. Não dá para saber se trata de uma mulher trans ou intersexual. Mas o caso ainda provoca debate.

“Não há evidências o suficiente de como isso afetou o comportamento dela para darmos uma resposta”, disse o porta-voz para o Ancient Origins. De qualquer maneira, há mais de 2000 anos a maneira de se definir identidades de homem ou mulher por genes, cromossomosos ou genitálias já pareciam antiquados.

Um comentário

Anônimo disse...

androginia no minimo, dizer que uma pessoa andrógena é trans é muito conveniente

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