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Família luta para dar enterro digno a travesti Melissa de Souza enterrada como indigente no RJ


A travesti Melissa de Souza foi assassinada no dia 7 de dezembro com cinco tiros no Rio de Janeiro. Ao saber do crime no dia 28, a irmã e a mãe saíram de Manaus para o Rio e descobriram que ela foi enterrada como indigente no cemitério Santa Cruz. E há um mês não conseguem localizá-la. 

“Viemos de Belém para dar um enterro digno ao meu irmão (sic), que até então foi enterrado como indigente”, afirma a irmã Fabiana de Souza, que declarou não ter conseguido falar com o investigador e nem um atestado de óbito. Tudo por conta de uma greve da policia civil que se arrasta por uma semana. 

Fabiana e a mãe, Ivaneide Marques, de 59 anos, não pensam em levar o corpo para Manaus, mas dar um enterro digno para a filha e colocar o nome dela na lápide, que teria só uma enumeração. Desde que chegaram no Rio, elas têm ido ao Instituto Médico Legal todos os dias, à 6h da manhã, podendo ficar só uma hora.

“Todos os dias estamos indo atrás do corpo e não podemos nem ir ao cemitério, porque precisamos desse documento”, lamentou. 

Melissa tinha 26 anos, chegou a morar para são Paulo por um ano e há dois foi morar em Realengo, Rio de Janeiro. No dia 5 de dezembro, ela foi a São Paulo para realizar uma cirurgia plástica no nariz e voltou ao Rio. No dia 7 de janeiro foi assassinada com cinco tiros dentro de um carro na Avenida Brasil, próximo de Realengo.

“Há possibilidade de crime de ódio, transfobia, temos que investigar se foi o ex-namorado, se foi uma rixa de rua, o que aconteceu”, lamenta a irmã.

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