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Headspace: Pessoas trans revelam lutas diárias em curta-metragem poderoso



Caso você seja uma pessoa cis, certamente não tem ideia das situações constrangedoras e transfóbicas que uma travesti, mulher transexual, homem trans, n-b e outras transgeneridades passam diariamente. Ou em alguns dias da semana.
Jake escreveu e dirigiu o curta

E foi pensando em tudo isso que o diretor e escritor Jake Graf, que é um homem trans, promoveu um curta-metragem poderoso que exibe cinco desafios diários de ser uma pessoa trans no mundo. 

E eles vão de ir ao ginásio, ligar para o banco e ser respeitada em seu nome social, sair de casa, ir a um clube, ir ao ginecologista sendo homem trans e ir ao banheiro com tranquilidade, sem ter genitália avaliada por um homem cis.

O curta chamado Headspace tem a premissa de sensibilizar a população e informar como a transfobia é presente na maioria dos lugares. E que as únicas pessoas que sofrem internamente são as próprias, as trans.

“Penso que há uma concepção popular que uma vez que a pessoa trans transicionou medicamente e se estabeleceu dentro de um gênero, que todas as lutas e desafios e as discriminação ficam afastadas”, declarou ele. Mas não é bem isso que acontece. Isso fica evidente quando uma mulher trans tem receio de sair de um espaço e ser motivo de piada.



“Eu quero dar visibilidade para essas experiências muito pessoais e constrangedoras que pessoas trans de todos os povos passam, ou que em algum grau, passam de vez em quando”, declarou ele.

Vale ressaltar que todas as pessoas que atuam no filme são trans, como Laith Ashley, Munroe Bergdorf, Jake Graf, Kieran Moloney e Hannah Winterbourne.

O filme é poderoso mesmo! 

Assista (o filme está em versão em inglês, mas conseguimos um com legenda em espanhol, que ajuda na compreensão de alguns diálogos. Se alguém tiver a disponibilidade de traduzir para o português, avise-nos):


About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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