Pride

Homem trans negro é esfaqueado no metrô após oferecer lugar para mulher preconceituosa


O homem trans Ijan Jarrett, de 44 anos, foi vítima de uma agressão racista e transfóbica durante a noite de Natal do metrô de Nova York. Tudo porque ele ofereceu o seu acento a mulher cis Stephanie Pazmino, que demonstrou ser preconceituosa.

Ao disponibilizar seu lugar para que ela e a prima pudessem sentar lado a lado, Stephanie, que estava em pé, disse: “Eu não quero seu lugar. Não quero me sentar no lugar de uma pessoa negra”, informou a NBC New York.

O homem discutiu com ela e, quando chegou em sua estação, a mulher se levantou e o esfaqueou na cabeça e nos olhos. “Eu não sabia que estava sendo esfaqueado”, disse ele, que também teve perfurações na mão e no braço esquerdo.

Ele foi socorrido por profissionais do metrô, levado para um hospital e está em condição estável. A agressora foi detida na estação, foi processada e levada a júri.

Durante o júri, o advogado de Stephanie disse que ela agiu em autodefesa após uma suposta agressão e disse que “este foi um infeliz incidente no metrô na época do Natal, onde muitas pessoas perdem o seu temperamento”.

Após escutar todas as versões, o juiz Ushir Pandit-Durant estabeleceu que a mulher deveria pagar uma fiança de US$4.000/ $7.500 (cerca de 23 mil reais). Ela foi acusada de agressão e posse criminosa de uma arma.

Na internet, há a campanha de GoFundMe, que foi lançada apra que a vítima pague as contas médicas e realizar o sonho de abrir o seu próprio estabelecimento comercial, uma barbearia. Clique aqui caso queira contribuir. 

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

2 comentários:

Anônimo disse...

Se fosse aqui no Brasil quem ia ser processado era ele, e preso ainda. Foda... Nao tem lugar no mundo que a gente tem sussego.

Matheus Henrique disse...

Eu acho é pouco. Ela ainda devia ser processada por racismo.

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