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Laverne Cox enfrenta ativista anti-trans e o deixa sem resposta na TV


Por Neto Lucon
Tradução: Luiz Tristã

Travis Weber
, diretor do Centro de Liberdade Religiosa para o Conselho de Pesquisa da Família, ficou literalmente sem resposta quando participou na última semana do programa Hardball, no MSNBC, para falar sobre a legitimidade de pessoas trans usarem banheiros de acordo com a sua identidade de gênero.

O assunto está em alta nos EUA desde que Donald Trump anulou as orientações de Barack Obama que permitiam que alunos trans usassem banheiros de acordo com sua identidade de gênero (ou seja, com o gênero com o qual se identifica). Agora, eles devem usar somente de acordo com o seu genital.


Travis participou via satélite e no programa se deparou com ninguém menos que a atriz e ativista Laverne Cox e Mara Keisling, diretora executiva do Centro nacional de Igualdade para Transgeneros. Diante das duas, foi questionado pelo apresentador Chris Matthews. Laverne deve usar o banheiro masculino?

“Baseando-se na apresentação por si só, você falaria para ela ir ao banheiro masculino, a resposta até de um acéfalo seria: 'Não'. Você nem ao menos precisa pensar a respeito, use o bom senso, veja Lavene como a mulher que ela é e diga: Não”.

Weber, sem resposta e sem saber o que falar diante das duas e das câmeras, disse apenas: “Então...” E ficou sem resposta. Alguém poderia até pensar que ele respondeu alguma coisa além do “Então...”. Mas ele não falou mais nada. Isso porque ele é uma das pessoas mais seguidas e que agrega muitas outras em nome de leis anti-trans e em nome da família.
Mara Keisling também esteve no programa
Recentemente, durante a sua participação no episódio em maio de 2016 no Hardball, quando Matthews perguntou pelo menos 10 vezes qual banheiro a ativista trans Jenny Boylan, que também estava no programa deveria usar, Weber não conseguiu arranjar uma resposta.

Certamente é um tanto ridículo perguntar para pessoas cis quais banheiros as trans deveriam ir. Mas de certo podemos observar que existe a criação de um bicho-papão falacioso e uma preocupação demasiada que simplesmente não existe, afinal as únicas pessoas afetadas pela proibição de ir ao banheiro são as pessoas trans, nunca as cis.


O programa continuou com Cox e Keisling pontuando de maneira sensata, baseando em suas experiências reais, os constrangimento que seria se precisassem usar banheiros masculinos. Já Weber agitou falando sobre suposições do que poderia acontecer com a liberação. O fato é que é muito limitador uma discussão política em que as pessoas vão decidir em qual lugar vai fazer xixi ou coco, não é mesmo?

(Obs: Em caso de dúvida: mulheres transexuais e travestis usam o banheiro feminino, porque o gênero delas é feminino. E os homens trans usam os banheiros masculinos, afinal o gênero com o qual eles se identificam é masculino e eles são homens.)

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