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Sérvia começa a atrair homens trans para cirurgia genital


A Sérvia começa a ser uma das alternativas mais frequentes de homens trans (pessoas que foram designadas mulheres ao nascer, mas que se identificam com o gênero masculino e são homens) de todo o mundo que querem passar pela cirurgia de redesignação sexual (genital) ou outros procedimentos. 

São cerca de 100 estrangeiros por ano, 85% homens trans, e muitos brasileiros.


De acordo com a AFP, a medicina sérvia tem uma longa tradição no setor da mamoplastia ou mastectomia masculinizadora, histerectomia e metoidioplastia ou faloplastia. E é considerada de alto nível, o que é essencial para o procedimento em homens trans ou trans masculino.

Em entrevista, o anestesista italiano A.T., (ele não quis se identificar) de 38 anos, pesquisou bastante antes de passar pela CRS. E levou em consideração o custo da operação e a formação das equipes de saúde sérvia antes de decidir o lugar para realizar a operação.

A.T. declara que passou pela transição de genêro quando tinha 24 anos e que iniciou pela Center For Genital Reconstructive Surgery, de Belgrado. Ela é dirigida pelo professor Miroslav Djordjevic, que foi aluno de Savo Perovic, um dos maiores especialistas nessa cirurgia no fim dos anos 80.

“Fiz muitas pesquisas e entrei em contato com muitas clínicas. Percebi que quase todos tinham sido alunos do professor Djordjevic”, declarou ele, que poderia ter feito a cirurgia gratuitamente na Itália, mas que, em sua opinião, os cirurgiões, carecem de experiência.

PREÇOS E PROCEDIMENTOS

O preço da cirurgia na Sérvia é de 15 mil euros (cerca de 50 mil reais). No Reino Unido, ela teria custado 60 mil euros, ou seja, cerca de 202 mil reais. Miroslav Djordjevic diz que os pacientes se sentem mais atraídos pela qualidade do tratamento que pelo preço, embora saiba que o preço chega a ser quatro vezes inferior aos da Europa Ocidental ou aos dos Estados Unidos.

"Retiramos de uma vez só os seios e os órgãos sexuais femininos", e "concluímos com a cirurgia para criar um pênis", explica o cirurgião de 51 anos. Mesmo assim, os pacientes passam por um processo, que reduz o risco de arrependimento, com avaliações psiquiátricas, tratamento hormonal e análise dos documentos, no caso dos estrangeiros.

David Ralph, urologista radicado em Londres, que é especialista em construção peniana, reconhece que os especialistas sérvios são “bons cirurgiões” e “realizações uma boa faloplastia”. Mas afirma que prefere fazer várias operações pequenas, em vez de fazer tudo de uma vez, para evitar complicações. Isso explica a diferença de preço.

Os estrangeiros mais comum vem do Japão, Brasil, África do Sul, Austrália, e Estados Unidos, entre outros. .

UMA CONTRADIÇÃO

Apesar de ser um dos países mais evoluídos para a CRS de homens trans e de o governo reembolsar dois terços desta operação, a Sérvia ainda é um país conservador para a diversidade sexual e de gênero.

"Desde a infância, os transexuais sofrem uma violência enorme, assédio, rejeição, com consequências em termos de escolarização, educação e trabalho", declara Milan Djuric, da associação Gayten-LGBT.

As associações pedem uma lei que facilite a vida das pessoas trans, sobretudo na mudança de documentos e que contabilize a violência contra esta população. Neste caso, nada muito diferente do Brasil...

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