Realidade

Ônibus com mensagem transfóbica já teria sido removido de Madri



O ônibus que circulava pelas ruas de Madri com mensagens transfóbicas foi removido por autoridades em Madri, na Espanha. Não havia ninguém dentro do ônibus, apenas a mensagem de que pessoas trans não existiam e que ninguém deveria ser enganado, considerada como incitação ao ódio.

+ Ônibus com mensagem transfóbica circula por Madrid


De acordo com o delegado de saúde, segurança e emergência, Javier Barbero, em entrevista ao El Diário, o "ônibus da vergonha" infringi a "publicidade não autorizada". Além disso, deve-se intervir o conteúdo LGBTfóbico. E que a polícia deteve o ônibus e o deslocou.


O ônibus foi criado como resposta a uma ação semelhante feita pela Chrysallis, que nos últimos meses colocou cartazes em metrôs e ônibus públicos e que diziam que existiam “meninas com pênis e meninos com vagina”, para conscientizar família de crianças trans e dar-lhes acolhimento.

Conservadores tentaram tirar a campanha pró-trans durante a sua permanência em janeiro, mas não conseguiram. Então, eles recolheram assinaturas para colocar um ônibus com a mensagem para atacar diretamente as pessoas trans: “Se você nasceu homem, você é homem. Se você é mulher, vai continuar sendo assim”.

O carro causou indignação em muitas pessoas, sobretudo porque sua única função era levar a mensagem contra as pessoas trans. Era um ônibus como qualquer outro, mas não havia particularmente nada dentro. A mensagem era a única característica dele.

Na terça-feira (28) recebemos uma foto de que manifestantes teriam queimado o ônibus, como podem ver abaixo, mas a notícia não foi confirmada por outros veículos. Enquanto muitas pessoas discutiam se ele deveria ou não permanecer, manifestantes teriam ateado fogo no veículo, que agora, não existe mais. Ninguém ficou ferido. 




About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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