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Carolina Ferraz diz que população cis brasileira não tem dimensão do preconceito enfrentado pela população trans


A atriz cis Carolina Ferraz, que interpreta uma personagem travesti no filme A Glória e a Graça, foi entrevistada no programa “Encontro com Fátima Bernardes”, da TV Globo, na quinta-feira (30), e falou sobre transfobia.

Segundo ela, o Brasil ainda é muito intolerante com as travestis e pessoas trans  – “com preconceito muito maior que a gente tem conhecimento”. “É um assunto que a mídia não tratava muito”, afirmou.

Ela diz que durante a sua pesquisa soube de casos que crianças trans de até 7 anos são expulsas de casa quando a família percebe que elas se identificam de uma maneira diferente do que designaram no nascimento.

“Muitas são expulsas de casa, são rejeitadas pela família, são obrigadas a viver na marginalidade, sem nem recurso, sem nenhum apoio. O povo brasileiro no geral sofre bastante, mas essas pessoas sofrem ainda mais. Pois além de tudo, vivem numa invisibilidade absurda”, declarou.

De acordo com a atriz, há uns três anos houve uma transformação em relação em como as pessoas trans são vistas. “Ficou mais pop. Mas é interessante em ver como a sociedade está mudando. Mas ao mesmo tempo em que as pessoas estão se sentindo mais livres para externalizarem aquilo que são, nunca houve tanto preconceito e intolerância”.


Carolina afirma que chegou a sofrer preconceito quando conversava com empresários para patrocinar o filme. E que muitos chegavam a dizer que ela prejudicaria a própria carreira. “É importante que a gente reconheça esse grupo, a necessidade dessas pessoas. A identidade gênero é uma questão que não podemos mais negar”, disse.

Ao comentar sobre viver a personagem trans – e não chamar uma atriz trans para o papel e dar representatividade – Carolina afirma que estava envolvida com personagem há muitos anos. “Fui convidada para ler o roteiro e me apaixonei pela Glória. Só que esse grupo se dissolveu e eu comprei os direitos do roteiro e comecei a fazer uma saga para tirar o filme do papel”. 

Em outra entrevista ela disse que sabe que muitas pessoas estão criticando pela ela não ter colocado uma atriz trans como protagonista, mas que ninguém reclamou após a obra. Ela diz que não traz a travestilidade como tema central, mas dentro de uma questão familiar. No filme, há a presença da atriz trans Carol Marra e da militante Majorie Marchi.

Grupo de artistas trans reclamam da falta de representatividade e oportunidade de trabalho ao longo da história, mesmo quando o papel ou a personagem é trans.

2 comentários

Anônimo disse...

Neto, esse último parágrafo sobre o grupo de artistas trans ficou meio no vazio, veja aí. Acho que você já falou sobre esse assunto, não? O manifesto de atores e artistas trans, em relação aos papeis representados. Na minha opinião a discussão é bem interessante. Sendo eu trans, sei bem do que se trata o preconceito. É fundamental dar voz e espaço para todas as e os e es artistas trans - para que que possam inclusive interpretar papeis cis, ou não? ou uma atriz trans só pode interpretar uma personagem trans? tenho cá minhas opiniões, acho que todo personagem pode ser vestido por todo ator / atriz. Mas a questão é mais sócio- política do que artística, então que peso daremos a cada importância, não é? eu voto pela importância sócio-política em primeiro lugar. Depois resolvemos as demandas artísticas. Haverá quem pense diferente, é isso aí. O debate.

Anônimo disse...

Neto, acabei de fazer um comentário e não assinei.
assino:
Danny Oliveira

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