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Cientista trans Elena Long é eleita uma das 10 melhores e fala sobre discriminação


Você pode não conhecer Elena Long, mas ela tem aberto um importante espaço para a população trans. Formada em física nuclear pela Universidade de New Hamphsire, ela entrou para o grupo dos 10 mais importantes da ciência e tem ajudado a pavimentar maior aceitação a grupos “minoritários”, de acordo com a revista Nature.

Além disso, Elena ganhou recentemente dois prêmios para jovens cientistas por conduzir duas experiências com aceleradores de partículas.

Mas tendo a consciência de que sua trajetória – assim como a de qualquer outra pessoa trans – não é tão simples no mercado de trabalho. E que é muito difícil para os próprios cientistas assumirem que o problema existe, ela foi atrás de dados para apoiá-la na discussão.

Ela iniciou então a pesquisa na American Physical Society (APS) chamada “LGBT Clima em Física”. E os resultados não poderiam ser mais óbvios: um a cada cinco LGBT tem sofrido intimidação física, assédio ou discriminação no local de trabalho durante o ano anterior. Quando se fala da comunidade trans, o problema ocorre em metade do grupo.

FACULDADE AJUDOU, EMPREGO DIFICULTOU

Ele afirmou que afirmou ser uma mulher trans enquanto estava na universidade. Lá, foi apoiada pela maioria dos colegas e existia um núcleo LGBT. Mas tudo se perdeu quando ela conseguiu o seu primeiro emprego como cientista em um laboratório no sudeste da Virgínia.

Mais da metade dos colegas cientistas não usam os
pronomes corretos
“Eu não tinha acesso ao apoio LGBT, que tinha sido tão importante para o meu desenvolvimento pessoal”, declarou ela, que enfrentou o preconceito do Estado, que permite que você pode ser demitido simplesmente por ser LGBT. “Minha apólice de seguro de estudante não cobria as despesas de saúde relacionadas à questão trans”.

Foi então que ela começou a trabalhar também como ativista e criou o grupo de LGBT + Físicos”, de apoio para cientistas LGBT, que funciona a partir da APS. “Eu decidi reunir e criar tantos recursos quanto eu podia para que nenhum jovem físico LGBT encontrasse o mesmo vazio que eu me deparei e mulheres LGBT”.

O levantamento que fez posteriormente foi feito com 324 físicos norte-americanos que se identificam como gays, lésbicas, bissexuais ou transgêneros. “O resultado que mais me surpreendeu foi que quase metade dos entrevistados transgêneros têm colegas de trabalho que não usam pronomes corretos. E não eram apenas pessoas que haviam acabado de transicionar, mas de pessoas que viviam em seu verdadeiro sexo durante anos”.

PESQUISA MOSTRA LGBTFOBIA ENTRE CIENTISTAS


Em seu estudo, ela também constatou que física transexuais são proibidas de usar o banheiro de acordo com o gênero e muitas são assediadas. “Alguns trans foram tão brutalmente perseguidos tanto verbalmente e fisicamente que teve que deixar a faculdade”, diz a cientista. Na verdade, 36% já passou a considerar a opção de deixar seu local de trabalho.


Ele também afirma que mulheres LBTs são perseguidas e excluídas três vezes mais que os homens do mesmo grupo. “Nossas estatísticas mostram que é especialmente difícil para as mulheres a se tornaram científica LBT”, lamenta.

Ela diz que o ambiente científico deve ser livre de preconceito e discriminação. “Precisamos não só fazer uma excelente ciência, mas também ser compassivo entre nós”, finalizou ela, deixando a mensagem de que discursos científicos, apesar de muitas vezes serem lidos como verdades absolutas, têm as suas LGBTfobias funcionando como pano de fundo.

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