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Governador do Ceará decreta que travestis e mulheres trans devem ser recebidas em Delegacias da Mulher


Quase um mês depois do assassinato de Dandara do Santos, autoridades do governo do Ceará assinaram decretos do programa “Pacto por um Ceará Pacífico” que autoriza que travestis e mulheres transexuais sejam recebidas e atendidas nas 10 Delegacias da Mulher, em respeito a identidade de gênero delas. 

O governador do Ceará Camilo Santana também assinou na sexta-feira (10) um decreto que permite que pessoas trans usem o nome social nos serviços públicos prestados pelo Governo do Ceará, durante a primeira reunião realizada no Palácio da Abolição.

No decreto, Camilo também obriga a inclusão de representantes do movimento LGBT nos Conselhos Comunitários de Defesa Social (CCDS), vinculados à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

“Não tenho dúvida que terá o reconhecimento para garantir segurança a mais pessoas e que não ocorra novamente casos como da Dandara. Infelizmente não podemos trazer a vida dela de volta, mas podemos criar novos mecanismos de defesa”, afirmou o governador.


O coordenador Especial de Políticas Públicas para LGBT, Narciso Júnior declarou que o Governo do Ceará quer reduzir os índices de violência contra a população LGBT, sobretudo trans. "São quem mais são violentadas e passam por situação de preconceito e de morte, como aconteceu com a Dandara".


No dia 15 de fevereiro, a travesti Dandara dos Santos foi espancada por um grupo de homens em Fortaleza. Um vídeo mostra o ataque e chocou quem assistiu nas redes sociais. Nele, Dandara é alvo de pontapés, pauladas e pedradas de pelo menos sete acusados, enquanto estava caída no chão sem possibilidade de defesa.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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