Pride

Mãe revela que filho trans disse aos 3 anos: “Não me sinto menino, eu sou um menino”


Cada vez mais somos informados de casos em que a transexualidade ou transgeneridade é vista e acolhida na infância. O caso do garotinho Penélope, que foi divulgado pela NBC, é a prova de que o amor, o respeito e o apoio é o melhor caminho para a felicidade familiar e o desenvolvimento da criança.

Aos três anos, ele vivia irritado. Até que a mãe Jodie Patterson perguntou o que havia de errado com ele, que foi designado menina no nascimento, mas que se identificava com o gênero masculino e é um menino. Ou seja, a própria justificativa.

Ele afirmou eu estava na verdade chateado “Porque todo mundo pensa que sou uma menina”. A mãe tentou contornar e disse que dentro de casa, no Brooklyn, em Nova York, ele se sentia bem. “E então Penélope olhou para mim e disse: “Não mamãe, eu não me sinto como um menino, eu sou um menino”.

Quase imediatamente e aliado a outros comportamentos, Patterson abraçou a realidade de que Penélope era um garoto trans. Procurou alguns especialistas para ajudá-la na criação e aos 5 anos ele ia para a escola como o menino que sempre foi. Não foi revelado se enfrentou problemas ou não.

No caso de Penélope, seus problemas comportamentais desapareceram assim que sua família afirmou sua nova identidade de gênero, disse Patterson, que tem cinco filhos. "Esse rosto todo rabugento tornou um rosto feliz", disse a mãe.
Reprodução: Brendan McDermid / Reuters

Hoje, aos 9 anos Penélope preferiu manter o seu nome de nascimento. Para ele, não é um incômodo, nem masculino nem feminino. Ele se diz feliz, saudável como um menino que ama karatê e super-heróis. O sorriso no rosto e a disposição não deixam dúvidas. Ainda que exista muita transfobia no mundo, imagina quanto sofrimento ele foi poupado só por esse olhar da mãe? 

Nos EUA, médicos e pais de crianças transgêneros adotam uma nova identidade de gênero logo quando começa a se tornar óbvio, persistente e não-conformista com o gênero atribuído no nascimento. Muitos dizem que as crianças demonstram muito mais satisfação e felicidade quando são apoiadas em sua identidade de gênero em uma idade jovem.

Vale ressaltar que uma pesquisa do Centro Nacional Para a Igualdade Transgênero, descobriu que adultos trasgêneros tinham nove vezes mais probabilidade do que a população em geral de tentar suicídio. E que 15% disseram fugir de casa ou foram expulsos de casa.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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