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Transserviços

Marca de cosméticos faz propaganda transfóbica para o Dia Internacional da Mulher


Por Neto Lucon

Uma linha de cométicos chamada Pedaços de Amor Cosméticos resolveu investir na transfobia para uma campanha para o Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março. Nela, uma mulher aparece urinando no mictório do banheiro masculino com a frase “Pirataria é Crime”.


Esta é uma “piada” transfóbica em que travestis e mulheres transexuais sofrem todos os dias, sobretudo nessas datas. E que já foram alvo de outras propagandas similares, como ocorreu com uma marca de peças automotivas Meritor em 2015, que comparava modelos trans com peças falsas.

Propagandas como essa incentiva
chacotas
“É uma propaganda transfóbica, sim. Na imagem, aparece uma travesti e está escrito pirataria, como se a identidade feminina dela fosse uma farsa. As pessoas já não respeitam mesmo nossa identidade de gênero feminina. Imagens assim só contribuem para mais chacota”, declara Gyselle Moraes, mulher trans, ativista independente e profissional do sexo.

Para a secretária de articulação política da ANTRA, Bruna Benevides, a propaganda incentiva o ódio, a intolerância e deixa a mensagem de que não há espaço para travestis e mulheres transexuais na sociedade. 

“Diz que somos falsificações de pessoas cis, nos coloca em uma posição em que nossa existência seria uma mentira, supondo que estaríamos tentando enganar as pessoas. Corrobora com a ideia de que somos uma fraude e, por conta disso, temos que ser excluídas dos espaços e impossibilitadas de ter nossa cidadania garantida”, declarou

A programadora trans Giulliana Zambotto diz que falta o entendimento de que mulheres trans e travestis também são mulheres. “Essa propaganda coloca a mulher trans como um crime contra os machos, pirataria. Genital não define gênero, mulheres trans são mulheres também”.

De acordo com a a hair stylist trans Kissinger Correia, a propaganda é feita justamente para gerar polêmica, fruto da visibilidade LGBT alcançada, e tornar a marca conhecida. “A nossa visibidade traz isso. Hoje em dia quer aparecer? Cutuque um homossexual, uma travesti, uma trans, porque está em pauta. Sinceramente, eles fazem isso conscientes. Total desprezo por essa marca”, declarou.
Giuliana, Bruna e Kissinger

Bruna afirma que é preciso unir para combater esse tipo de pensamento. “Não compartilhem notícias, posts, textos o imagens com teor LGBTfóbicos, machistas, racistas ou que tira os direitos humanos para não aumentar o alcance da publicação. Tire print e envie o link inbox aos amigos que possam tomar alguma iniciativa, denuncie ao Facebook, para a delegacia de crimes na internet e nas páginas de autoridades legais, marque os amigos na página para externarem sua indignação ou envie in box”. 

Nos comentários, várias pessoas repudiaram a propaganda e deixaram seus comentários e postagens. E querem promover um boicote à linha. 


O NLUCON tentou entrar em contato com os responsáveis pela marca, mas ninguém atendeu as nossas ligações até o fechamento desta nota. Até o momento a propaganda continua no ar e ninguém se manifestou.

Um comentário

Anônimo disse...

Completamente sem nocao esta publicidade, transfobia , porque as pessoas do Brasil atraves de uma publicidade nao demontra amor ao proximo com este tipo de coisa gera mais odio . Vergonhoso

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