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Mulher transexual Camila Albuquerque é assassinada aos 20 anos em Salvador


A mulher transexual Camila Albuquerque é mais uma jovem que morreu pela violência. Ela foi assassinada na quarta-feira (15) na pista que liga a BR 324 ao bairro Cajazeiras XI, em Salvador, com mais de 15 tiros de arma de fogo.

O corpo foi encontrado atrás de uma caixa de lixo com as mãos amarradas. Ela não resistiu aos disparos – e um tiro na nuca – e morreu no local.

Ela tinha 20 anos, era conhecida pelos amigos como Camilinha, usava bastante as redes sociais e era residente do bairro de Cajazeiras II. No Instagram, ela se definia como modelo fotográfico, blogueira, capricorniana e fitness.

O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que não divulgou se a motivação pode ter sido por transfobia. Até o momento nenhum suspeito foi localizado, interrogado e ninguém foi preso.

Camila foi alvejada com pelo menos 15 tiros
Poucas horas antes de ser assassinada, Camilinha escreveu no Facebook: “Me rebaixar? Sentir ódio? Pra quê? Mulher que sabe seu potencial deve ser olhar no espelho todos os dias e dizer: Sou mais eu”. Na capa do seu perfil, a frase: "Fé em Deus". 

A morte de Camilinha aos 20 anos confirma um triste dado sobre a população trans, o da expectativa de vida de travestis, mulheres transexuais e homens trans no Brasil: 35 anos, de acordo com vários movimentos sociais no país. 

O sepultamento ocorreu nesta quinta-feira (16) às 10h, no Cemitério Municipal de Plataforma. Nas redes sociais várias pessoas lamentaram o crime e pediram justiça pelo assassinato.

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