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Você sabia? Bilhete Único pode ser retificado com nome social em São Paulo



Quem é travesti, mulher transexual, homem trans, n-b ou pessoa trans, e faz o uso do Bilhete Único personalizado (com foto e nome) para andar de ônibus, trem ou metrô em São Paulo, pode retificar o nome de registro para o nome social. Ele atende ao decreto Decreto 51180, de 14/01/2010.

O homem trans Masao Farah conta que na segunda-feira (13) esteve na SP Trans (rua XV de Novembro, 268, Centro, das 8h às 17h) e fez a solicitação. “Preenchi um formulário e aguardei, fica pronto na hora”, contou. Apesar de não ser um direito novo, muita gente se mostrou surpresa e sem saber dessa possibilidade...

Na sessão de perguntas e respostas do Portal da SP Trans, é informado que o Bilhete Único pode, sim, ser retificado com o nome social. Ele será confeccionado com o nome social no lugar do nome do registro civil. Mas avisa: O Bilhete sem cadastro (aquele anônimo, sem foto ou nome) não pode ser mudado. 


Para fazer o uso do nome social basta ser maior de 18 anos ou estar acompanhado de um responsável legal maior de 18 anos, devidamente identificado. Você deve comparecer à Central de atendimento na rua XV de Novembro, 268, Centro, das 8h às 17h, com os documentos RG ou CNH, preencher e assinar o formulário de requerimento. O prazo é de sete dias para retirar o cartão.

“Estou muito contente com isso. É mais um documento com meu nome. É um direito meu! É um direito de todas as pessoas trans”, declarou ele, que só borrou a foto porque a imagem é antiga e ele afirma não gostar.

O bilhete único gera alguns benefícios aos seus usuários, tais como as tarifas integradas, descontos ao se utilizar meios de transporte dentro de um determinado período de tempo, dentre outros, dependendo da especificidade (estudante, idosos...).

Para adquirir, você deve preencher um cadastro pela internet no Portal do Bilhete Único (clique aqui), informar dados, enviar uma foto 3x4 recente e informar em qual posto de venda e serviços da SPTrans deseja retirar o cartão.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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