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Ao revelar ser trans aos 13, Danielle Lloyd foi levada pelo pai para comprar roupas e maquiagem


Ainda que a passos lentos, muitos pais começam a se atentar para a realidade de pessoas trans e descobrem que a melhor atitude que pode ter é o acolhimento. Um dos casos ocorreu em Uxbrige, norte de Londres, com a família Gratton.

Quando a pessoa que os pais Priscilla e Paul chamavam de filho revelou que era na verdade uma filha, eles não a repreenderam. Ao contrário, foram atrás de ver se era exatamente isso que ela queria e era e deram o total apoio. "Foi como se tirassem um peso dos meus ombros".


"Saber que meus pais me aceitam como
sou torna minha transição mais fácil"

Tanto que quando Danielle Lloyd, hoje com 16 anos, disse aos 13 que sabia que era uma mulher trans, a mãe apenas disse que já sabia e que só estava esperando que ela mesma percebesse a própria transgeneridade. Esse fato ocorreu aos 10, quando ela assistiu ao documentário “Mey Transsexual Summer (meu verão transexual) na TV e caiu a ficha.

"Eu deixei a mamãe dizer para o meu pai, porque estava com medo de que ele reagisse mal. Mas na mahã seguinte eu perguntei se ele ainda me amava e ele disse que sim. Ele disse que me apoiaria, não importa o quê. foi um alívio", contou.


Paul demonstrou estar absolutamente compreensivo à filha. Tanto que foi a pessoa que a levou para o shopping para que pudesse comprar as roupas que quisesse e também as maquiagens para que pudesse se arrumar da maneira que se sentisse mais confortável com o seu gênero. Seu guarda-roupa ganhou roupas coloridas, vestidos e saias.

Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, ela revelou que ficou surpresa com o apoio dos pais e que demorou “tanto tempo” (três anos, desde o programa de TV) para contar que era uma menina por medo de ser rejeitada. “Estava com medo de contar a eles, mas saber que me aceitam como sou de verdade tornou a transição muito mais fácil”, disse.

NA ESCOLA

Embora tivesse aceitação familiar, ela diz que na escola nem sempre foi bem vista. Até porque nunca entendeu as divisões que faziam entre meninas e meninos nas atividades e brincadeiras. Como meninas brincar de bonecas e meninos de carrinho.

Aos 10 anos, ficou confusa quando se viu afastada da turma de meninas para uma fila. Ela sabia que não era apenas um menino afeminado e que o sentimento não era de que era apenas uma fase. Ficou confusa ao perceber que não era vista como realmente era.

Quando se percebeu trans, ela diz que se sentiu uma lívio muito grande por entender os seus sentimentos, embora passasse a enfrentar o bullying entre os colegas e professores. Situação que também conta com a ajuda dos pais para superar.



Hoje, aos 17 anos, Dani afirma que independente dos preconceitos que possa a vir sofrer, ela diz que nunca foi tão feliz por ter pais tão compreensivos. E que é definitivamente uma garota de sorte.

E, detalhe: que já conseguiu retificar o nome e que já começou a transição na clínica de identidade de gênero da Fundação Tavistock e Portman, órgão ligado ao sistema público de saúde.


E pensar que essa trajetória está só começando...

Um comentário

Mel disse...

Falar de aceitação sendo rica é fácil...

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