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Aos 90 anos, veterana de guerra Patricia Davies revela que é mulher trans


A história da veterana de guerra Patricia Davies revela que nunca é tarde para correr atrás dos seus sonhos – e de sua verdadeira identidade. Ela revelou ao mundo que é uma mulher transgênera aos 90 anos e está simplesmente irradiante vivendo como sempre quis.

Em entrevista à mídia internacional, Patricia revelou que sabia que era uma garota desde os três anos. Neste período, ela conheceu uma amiga chamada Patricia e percebeu que queria ser como ela. Mas o preconceito a fechou para dentro do armário.

Natural de Leicestershire, Inglaterra, Patricia temia ser discriminada pela família ou agredida na rua. Certa vez, tentou usar sapatos considerados femininos e teve ovos atirados na frente de sua casa. Ela se fechou ainda mais quando soube que algumas pessoas tinham tomado choques elétricos para tentarem “se curar”.

Naquele período, sequer falavam em transexualidade ou transgeneridade. Ela teria sido classificada como homossexual, pela incompreensão das diferenças de identidade de gênero (como você se percebe no mundo dentro ou fora das concepções de gênero) e orientação sexual (por quem você se sente atraído).

O EXÉRCITO E A ESPOSA

Patricia continuou por muitos anos o que chama de “mentira”. Entrou para o exército, enfrentou a Segunda Guerra Mundial e sobreviveu até mesmo ao período nazista. Não teria espaço para dizer como se sentia, pois “teria problemas no serviço militar e teriam me prendido”, destaca.



Após esse período, conheceu uma mulher e se casou por 63 anos. Certo dia, nos anos 80, escutou a palavra “transgênero” em um programa de TV. Era sobre um “homem que se vestia como uma mulher” e que vivia essa identidade. Foi o start: Patricia descobriu que não estava sozinha, tampouco louca.

“Eu corri para minha esposa e disse tudo. Ela foi muito empática comigo, apesar de nós concordarmos em manter isso em segredo. Ela me deixava usar suas roupas, joias e me chamava de Patricia”, contou.

Embora não tenha vivido sua identidade de gênero fora de casa, ela explica que saber quem é propiciou tirar um grande “peso das costas”. E que pelo menos em algum espaço poderia usufruir de sua identidade sem ser repreendida, machucada ou morta. Mas com liberdade, aceitação e acolhimento. 

APÓS A MORTE DA ESPOSA

Após anos vivendo como Patricia apenas dentro de casa, ela decidiu passar pelo “processo transexualizador”. A esposa morreu há alguns anos e, nas conversas que tiveram, “é o que ela queria”.

Em outros tempos, Patricia tem recebido apoio de vizinhos e conhecidos, que entendem melhor sobre a questão trans. E se tornou até integrante do The Beaunmont Society, grupo de apoio a comunidade trans. 

“Sinto-me aliviada e estou muito feliz de finalmente ser aceita como mulher”, afirma ela, deixando esperança e motivação para muitas pessoas trans. Pois é, nunca é tarde!
"Estou feliz de ser aceita como mulher" (crédito Caters News).

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