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Gavin Grimm é o 1ª adolescente trans a entrar na lista dos mais influentes da Time


A revista Time divulgou a sua tradicional lista com as 100 pessoas mais influentes do mundo. E, além de trazer nomes como Viola Davis, RuPaul e Neymar, pela primeira vez incluiu um adolescente trans, Gavin Grimm, entre os pioneiros.

Quando tinha 15 anos, Gavin trouxe a discussão na mídia e na Justiça dos EUA de que pessoas trans devem usar o banheiro de acordo com o gênero com o qual se sentem mais à vontade.

Isso ocorreu porque ele foi proibido de usar o banheiro masculino da High School de Gloucester em Virgínia. Passando pelo processo de transição de gênero no ensino médio, ele enfrentou a reclamações de pais e foi banido do banheiro pelo conselho escolar.

Gavin processou a escola, alegando que a decisão violava o “Título IX”, que proíbe a discriminação em escolas que recebem financiamento federal pela orientação sexual ou identidade de gênero. O caso ganhou a mídia e o jovem se tornou um dos símbolos da luta pelo direito da população trans.
Crédito: Miles Aldridge para TIME  





Hoje, aos 17 anos e com o apoio da família, ele defende que pessoas trans devem existir e frequentar espaços sem sofrer hostilidade, assédio e violência - como geralmente ocorre em vários lugares do mundo. 

O seu caso continua em curso na Virgínia e tem implicações que vão muito além do uso do banheiro de acordo com a identidade de gênero. E, o melhor, Gavin, conquistou voz. 

Para a ativista Janet Mock, a recusa de Gavin a ser tratado injustamente é um lembrete duradouro de que não vamos ficar de braços cruzados.

About Neto Lucon

Jornalista. É formado pela Puc-Campinas e pós-graduado em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. Escreveu para os sites CARAS Online, Virgula e Estadão (E+), Yahoo!, Mix Brasil, no jornal O Regional e para a revista Junior. É autor do livro-reportagem "Por um lugar ao Sol", sobre pessoas trans no mercado de trabalho. Tem quatro prêmios de jornalismo, sendo dois voltados para as questões trans, Claudia Wonder e Thelma Lipp

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