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Ilustrador trans faz vaquinha #OllieSemCamisa para realizar cirurgia: "Saúde física, mental e reinserção social"


O estudante de filosofia Ollie Barbieri, homem trans de 24 anos, lançou no site de financiamento coletivo Vakinha a campanha #OllieSemCamisa (clique aqui). Nela, ele pede para que ajudem a conseguir levantar o dinheiro necessário para realizar a mamoplastia masculinizadora – a cirurgia que masculiniza o peitoral.

A meta da campanha é R$ 3.000 (não é valor todo da cirurgia, é apenas 30% dela. A outra parte ele vai conseguir trabalhando em dois empregos) e está até o momento com 13, 67%. Vamos fazer subir esse número!

Para quem não sabe, homem trans é a pessoa que foi designada mulher ao nascer, mas que se identifica com o gênero masculino e é um homem. Alguns desses homens necessitam passar por algumas cirurgias, como a retirada das mamas (ou intrusos), para se sentirem mais confortáveis com o próprio corpo. É o caso de Ollie.

Natural do Rio de Janeiro, o estudante passa pela hormonioterapia no IEDE há um ano e afirma que desde então usa o binder – uma faixa compressora que esconde o volume das mamas. Porém, apesar de ajudar em uma aparência mais confortável, ele diz que o uso contínuo do binder trouxe alguns problemas de saúde, como a dificuldade na respiração, problemas na circulação, assaduras e feridas.

“Não consigo respirar direito ou correr, ando sempre curvado para a camisa não colocar no corpo e não marcar. Fujo do espelho e até evito sair de casa, porque nada que visto fica bom. Agora, imagine morar no Rio 40º e usar uma faixa elástica por baixo do binder, mais um ‘macaquinho’ de natação, uma camiseta e por cima de tudo um colete jeans ou uma blusa de botão”?”, conta.
Ollie deixou de lutar judô, malhar e surfar devido aos "intrusos"


De acordo com ele, o procedimento cirúrgico é importante, não só para a saúde física e mental, como também para reinserção social. Uma vez que alega ter mais chances de retificar os documentos e ter a cidadania reconhecida. Dentre as atividades que ele deixou de fazer por conta do uso do binder é ir à praia à vontade, usar uma camiseta sem se preocupar se está aparecendo algo. “Deixei de lutar judô, de malhar, surfar e realizar tantas coisas corriqueiras devido aos tais “intrusos”, lamenta. 

Para quem acha que a melhor opção é a cirurgia por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), Ollie lembra a extensa fila, que pode demorar anos para a cirurgia ocorrer. "L
eva-se dois anos para concluir as consultas com psicólogos e obter o laudo, para só então enfrentar uma fila de espera de pelo menos três anos. Infelizmente não consigo sozinho o dinheiro para essa cirurgia, por isso resolvi pedir a sua ajuda para levantar essa grana". A gente apoia! 
Ilustração que está na Vakinha

Além de estudante de filosofia da URRRJ, ele também é ilustrador e nerd. E por meio de desenhos criativos, ele ilustrou o seu financiamento coletivo no Vakinha. A gente achou mega foto, dá uma olhada!

Quem puder ajudar ou compartilhar, clique aqui. O prazo da campanha é até julho. Ajude o #OllieSemCamisa. "Qualquer ajuda é muito bem-vinda! mesmo que não seja com doações em dinheiro, compartilhe e me veja sem camisa (risos). Obrigado!", finaliza. 


Assista ao vídeo:

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