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Mulher transexual Samilly Guimarães é assassinada a tiros aos 22 anos no RJ


A mulher transexual Samilly Guimarães, de 22 anos, foi assassinada na madrugada de sexta-feira (21) em Belford Roxo, no Rio de Janeiro. Ela foi baleada quando passava pela Avenida Atlântica, às margens do rio Botas.

Samilly foi abordada por ocupantes de um carro e recebeu um tiro no peito e outro na cabeça. Ela foi enterrada na tarde de sábado (22).

A morte é investigada pela Divisão de Homicídios da Baixada Fluminese (DHBF) e diligências foram realizadas para identificar a motivação e a autoria do crime. Até o momento, nenhum suspeito foi localizado ou foi preso.

De acordo com os amigos da vítima, que lamentaram a morte nas redes sociais, o motivo do assassinato foi transfobia – preconceito contra a identidade de gênero de travestis e mulheres transexuais. E a hipótese ganha força porque nenhum pertence da vítima foi levado após o assassinato.
Bruna recebeu um tiro no peito e outro na cabeça; ninguém foi preso

O delegado titular da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, Giniton Lages, vai receber na próxima semana representantes do programa Rio Sem Homofobia para falar sobre a morte de Samilly e de outros crimes contra a população LGBT. Em entrevista ao Extra, Neno Ferreira declarou que casos semelhantes têm ocorrido na Baixada e é o quarto envolvendo a população trans no RJ.

Em entrevista ao R7, a secretaria de Articulação Política da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) Bruna Benevides declara que há dificuldade de tipificar os crimes contra transfobia, mesmo quando fica nítidos os crimes de ódio contra a travesti, mulher transexual e homem trans. 

“Falta interesse quando se trata das pessoas trans (sempre julgam como se tivéssemos feito algo para justificar a morte e encerrar o caso), ninguém chora nossas perdas”, disse.

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