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Polícia expede mandado de prisão para suspeito de matar vendedora transexual Jenni Celia em Florianópolis


O principal suspeito de assassinar a vendedora Jennifer Celia Henrique, que era uma mulher transexual de 37 anos, teve o seu mandado de prisão temporária expedido pela Justiça após a solicitação da Polícia Civil. Ele teria assassinado Jenni há mais de um mês no bairro Ingleses, norte da ilha em Florianópolis.

O crime abalou a cidade, uma vez que Jenni foi encontrada morta no dia 10 de março em uma construção no final da Servidão Paraíso dos Inglês. Ela recebeu várias pauladas por todo o corpo, sobretudo na cabeça, e não resistiu.

O delegado Eduardo Matos, novo responsável pelo caso após o afastamento do delegado Ênio Matos, que deu declarações transfóbicas sobre o caso, declarou que não dará informações sobre o acusado antes de prendê-lo e ouvi-lo sobre as suspeitas. Ao que se sabe, o homem já é considerado foragido, não está mais em Florianópolis e mora em outra cidade

Ao jornal local Hora, de Santa Catarina, Matos afirma que “ao que tudo indica ambos chegaram juntos no prédio abandonado”, sem a participação de um segundo acusado, mesmo com um segundo pedaço de pau encontrado no local cheio de sangue. E descartou que o crime tenha relação com os vários boletins de ocorrência que a vítima havia feito anteriormente.

Ele admitiu que planejavam fazer uma diligência definitiva em busca de localizar e prender o suspeito em outra cidade, o que não ocorreu devido ao acumulo de investigações. Foram 66 mortes violentas intencionais na Capital nos primeiros meses de 2017.

“Nós já temos tudo, só que eu não vou divulgar nada antes de ouvir ele. Eu não vou dizer tudo, o que eu sei e depois ouvir o cara, porque se não ele vai saber o que pesa contra ele e usar no depoimento. A ideia é, daqui uns dias, divulgar a foto dele para prender e depois disso a gente vai repassar todos os detalhes da investigação”, disse.

Nas redes sociais, militantes, ativistas e amigos repudiaram o crime. Jenni trabalhava como representante de vendas de cosméticos, participava das festas de carnaval no Norte da Ilha, e era conhecida por ser uma pessoa “alegre”, “sorridente” e que “sempre via o lado bom da vida”. Ela morava com a família na Praia do Santinho.

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